Sexta-feira, 20 de Novembro de 2009
Perguntas sem resposta ou o Mistério da Vida

 

Tantas vezes gostaríamos de voltar atrás e trazer os tempos de outrora connosco, mas não podemos mudar o curso da vida. Insistimos em voltar ao passado, porque nos é difícil interiorizar que não conseguimos voltar a viver o que não se repete nem podemos alterar o que gostaríamos que tivesse sido diferente. Porque, efectivamente, existem coisas impossíveis e essa é uma delas.

Mas, por vezes, os nossos sentidos estão acima da prudência e mergulhamos num turbilhão de emoções difíceis de conter. Rumamos em direcção ao que não queremos para nós, porque o que nos invade é o medo de que o amanhã não exista. Neste caso, é preferível parar do que dar um salto para o desconhecido.

É querermos viver o momento e desejarmos que o tempo pare a todo o custo, não importa se é certo ou errado, tamanha é a entrega. O relógio continua no seu compasso apressado, mas o mundo lá fora deixa de existir. Porque é nessa prisão que se liberta um coração e o resto não interessa.

E queremos que tudo volte a acontecer para vivermos os mesmos sentidos, da mesma forma. É a intensidade dos momentos que nos marcam para sempre e deixam saudade. E tudo se repete na nossa memória, porque agora já não estamos no mesmo lugar. Mas, tantas vezes, voltamos lá para (re)viver tudo outra vez.

Queríamos nós que a razão falasse mais alto, mas ainda há corações que continuam a bater acelerada e descompassadamente. Gostaríamos que eles batessem de uma forma regular, mas quem consegue controlar sentimentos mais fortes?

Não falo apenas de amor, mas também de amizades, afinidades. Falo de perdas, de ilusões, esperanças e desilusões num universo de almas que se vão cruzando ao longo dos tempos. E de uma estranha forma vemos os anos correr, sentimos o tempo escassear. O passado deixa de ser o ontem, o presente já não é o hoje e o futuro faz parte dos dias que não temos a certeza se vão chegar. Dizemos adeus a quem viaja para parte incerta sem sabermos se vai voltar, há palavras que deixamos por dizer a quem partiu sem deixar rasto. Ouvimos notícias menos boas de quem já não está por perto, observamos pessoas lutarem contra uma doença que surgiu sem avisar, outras que desistem de viver a cada dia. Assistimos a vidas que se extinguem, umas por tragédias incompreensíveis outras, dizem, pela lei que a natureza obriga. E perguntamo-nos porquê.

Posso dizer que vou andando, passo a passo, por esta ponte que me deixa admirar um rio que é sereno porque, por enquanto, a vida me permite fazê-lo. E continuo a sonhar e a tentar acreditar num amanhã melhor e, mesmo sabendo que muitos desejos não passam de utopia pura, prossigo nesta minha luta imaginária. Não sei se ainda me encontro a meio da ponte, mas vou tentar seguir para a outra margem o mais rápido que puder. Tenho de conseguir. Preciso urgentemente de mergulhar nas águas de um rio que transborda de esperança.

Os porquês e as dúvidas, as incertezas que me acompanham nas horas e a resposta que teima em não surgir. E fico assim, sem perceber a razão dos encontros e desencontros, das almas que se ausentam, da espera por um regresso que não chega, das vidas que se perdem, das esperanças que vão morrendo pouco a pouco. E tudo se mantém, neste ponto de interrogação.

Acredito que as coisas não acontecem por acaso e sinto que o que ficar por resolver nesta vida, resolver-se-á noutro lugar. Porque tem de haver uma resposta, tem de existir uma explicação para este mistério.

Há tanto para dizer, tantas ideias que divergem, opiniões discordantes e, ao mesmo tempo, tantas palavras que se trocam na mais perfeita harmonia. Mas a realidade é esta, a que vivemos, longe ou perto de um passado que não se repete e de um futuro incerto. Para quando a resposta a tudo o que não conhecemos e não sabemos nem conseguimos compreender?

Um dia, talvez...? Cabe ao destino decidir.

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: a reviver o passado
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Terça-feira, 10 de Novembro de 2009
2.º aniversário do Danças em Silêncio

 

 

Faz hoje dois aninhos que criei este blog em sequência do meu outro, Asas Perdidas, que se encontra em stand by há muito tempo.

Não estou aqui para dar os parabéns a mim mesma, mas para agradecer as amizades construídas neste mundo blogosférico. Estar aqui tem sido deveras gratificante.

Foi muito mais do que criar cento e quinze posts e ter mais de mil comentários. Foi o conhecer pessoas novas que, sem a existência de presença física, se envolveram num sentimento grandioso.

No início, tudo era novo e desconhecido. Não havia visitas, não se conhecia ninguém mas ía-se espreitando um ou outro espaço e, com o passar do tempo, foram chegando autores de mundos fantásticos. Entrámos nos cantinhos uns dos outros, devagarinho e sem abusar, fomo-nos conhecendo através das palavras e criando laços de ternura invulgares. Hoje podemos dizer que há aqueles que fazem já parte da nossa vida.

É com muita honra que escrevo no sapo, aquele batráquio que nos deixa entrar e nos dá liberdade para escrever, criar. Por diversas vezes mudei o rosto ao blog, alterei os templates, as cores, os componentes, os títulos e as descrições. Dei um nome a mim própria, alterei o pseudónimo uma ou outra vez e, finalmente, decidi-me por ficar mesmo assim. A Ametista do Danças em Silêncio. Curioso é que ontem voltei a mudar o template e digo-vos que alterarei as vezes que forem necessárias. Porque é sempre bom mudar, quantas vezes nos apetecer.

Neste nosso mundo tenho conhecido blogs indescritíveis, formas de escrita envolventes e outros tipos de arte simplesmente fenomenais. Aqui cruzam-se emoções, misturam-se lágrimas, risos e sorrisos. Partilham-se alegrias, tristezas, abrem-se corações e unem-se almas. Por aqui também existem verdadeiros construtores de sonhos, onde podemos escrever até onde a nossa imaginação nos levar. Aqui publicam-se livros, concretizam-se sonhos.

Um dia este cantinho chamou-se Aqui Sou Feliz. Acreditem que o fui e hoje posso dizer que continuo a sê-lo. E não me canso de repetir que sou mesmo feliz aqui convosco!

 

Obrigada a todos.

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me:
a música que estou a dançar: Purple Rain de Prince
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Segunda-feira, 9 de Novembro de 2009
Porque sim

 

O meu cantinho está assim...

 

 

  

Beijinhos a todos.

 

 

 


sinto-me: em reconstrução
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Domingo, 25 de Outubro de 2009
Os protagonistas

 


 

O envelope lacrado permanecia perdido no chão. A seu lado, um corvo acabava de fechar as asas e olhou para mim sem se mover. Os meus olhos castanhos pararam no tempo e as minhas mãos pálidas tremeram ao querer alcançar o envelope, mas o meu corpo esguio permaneceu inerte por entre as batidas fortes de um coração assustado.

Escutei um ligeiro ruído, ergui o olhar e deparei-me com alguém surgido do nada.

Era excessivamente moreno, alto e bem constituído, cabelos longos e lisos da cor dos seus olhos, negros como as asas do corvo que acabara de ver ali, naquele lugar. Era bonito, demasiado até, com uns traços de índio que lhe aumentavam a beleza.

O corvo desapareceu no instante em que o desconhecido declarou, em silêncio, a sua presença. Pegou na carta com as suas mãos ligeiramente enrugadas, de onde sobressaía uma penugem invulgar. Estendeu-me o envelope lacrado e acenou a cabeça como quem diz: Abre.

O meu rosto descorado deixou transparecer incredulidade por um lado, mas por outro uma confiança rara. Por momentos, senti um ar fresco e brando vindo de qualquer lugar estranho e que me transmitiu sedução por tão grande mistério. Os meus cabelos castanhos ondularam por entre a brisa que ia chegando e acalentando o meu coração, de tão apressado que batia. Os meus lábios ligeiramente finos rasgaram-se num sorriso incerto e agarrei na carta a receio.

Puxei o lacre suavemente e, com um misto de medo e curiosidade, retirei a folha de papel escondida no envelope cor de ébano.

Pestanejei antes de começar a ler as palavras contidas na carta mas, antes, perguntei ao desconhecido o seu nome. Corbie, disse-me com uma voz grave e doce ao mesmo tempo que esboçava um sorriso que deixava mostrar os seus dentes brancos e perfeitamente alinhados.

Comecei a ler a carta enquanto sentia, bem perto de mim, o seu ar sereno e um olhar profundo.

 

'Vem comigo e entra no mundo que inventei só para ti.

Não sabes quem sou, mas eu conheço-te como ninguém. Conheço os teus sonhos, as tuas vivências, as tuas angústias e as tuas esperanças. Sei que guardas segredos, recordações jamais esquecidas e trazes contigo uma força interior que te deixa sorrir e acreditar em dias melhores. Sei de cor a tua alma cigana e o teu espírito tão próprio de uma criança que se recusa a crescer. Sei que queres ser livre e sobrevoar até sempre o mar que te apazigua o coração.

Vem comigo. Quero levar-te a conhecer um mundo imaginário totalmente à parte deste em que vives e, no fundo, tão perto daqui. Lá, conseguirás ser feliz.

Despe-te de preconceitos, mascara-te, veste-te das personagens que um dia sonhaste ser. Encarna os papéis principais ou secundários. Escolhe. Dou-te esse direito. Se pretenderes, sê apenas figurante e admira os cenários, envolve-te neles. Lá, no lugar de que te falo, as pessoas são imortais e transformam-se em pássaros.'

 

Para a Laura, de um corvo perdido que não traz maus presságios.'

 

Olhei para o homem que se deparava à minha frente e deixei-me ficar no silêncio que transbordava em nosso redor. Eu, Laura, secretária de uma média empresa e pintora nas horas vagas, era uma mulher sonhadora em demasia. Estaria eu perante um construtor de sonhos?

Ele estava ali, descalço, um corpo semi-nú coberto por uma capa negra e longa com um capuz que lhe caía pelas costas. Sobre o ombro, um corvo que aparecia e desaparecia por entre voos curtos e lentos. Voava com as suas asas de veludo e pousava, de seguida, suavemente. Enquanto o corvo esvoaçava sorrateiramente, o homem misterioso desaparecia por breves instantes e regressava com um olhar enigmático. 

Olhei para mim mesma de preto trajada, um vestido que me torneava o corpo até aos pés. Descalça também e com os cabelos compridos em desalinho, estendi-lhe a mão e parti com ele.

Um homem-corvo, um feiticeiro, um anjo quem sabe, que trouxe consigo bons presságios e me fez partir em busca de uma liberdade incógnita que precisava, urgentemente, de alcançar.

 

 

 

(Texto fictício escrito para a Fábrica de Histórias)

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: a fantasiar
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Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009
Um dia p'ra não esquecer

 

 

O dia da apresentação do livro

 

 

 

 

3 de Outubro de 2009, 10 da manhã.

 

Levantei-me, depois de um sono ansioso, sem saber muito bem a que planeta pertenço. Terra ou Marte?

Deambulei pela casa e senti o meu corpo tremer. É hoje. Olhei-me ao espelho e perguntei-me: É mesmo hoje? Meu Deus!

Olhei através da janela do quarto. O sol brilhava como num dia de Verão. O dia estava pura e simplesmente lindo.

Coragem, Leonor, coragem. Tu vais conseguir. Ouvia a voz de um anjo bem juntinho ao meu ombro que sussurrava: Calma...

O meu coração batia aceleradamente enquanto me preparava para agarrar o dia. Carpe Diem. Afinal, hoje é um dia especial e único na tua vida, miúda - disse-me o anjo.

Lembro-me que falei comigo mesma o tempo todo. Parecia um autêntico diálogo mas, afinal, quem estava ali era apenas e somente eu. Que belo monólogo, sem pés nem cabeça e sem espectadores.

Percorri a casa de trás para a frente e de frente para trás e no fim de me encontrar completamente preparada para sair, parei em frente à porta de entrada e enchi o peito de ar para depois o expirar, muito devagarinho. Ainda falta, pensei.

Mal tinha calçado os sapatos que tinha comprado de véspera e já começava a sentir uma ligeira dor nos pés. Tacão alto? Alto não, altíssimo! Nunca mais na vida. Não tarda, já não consigo andar. Agora tens de aguentar, Leonor.

Não me lembro de conduzir até casa da minha mãe. Foi como se o carro me levasse  como que numa onda que rebenta velozmente.

 

3 de Outubro de 2009, 15 horas.

 

Tocou o telefone e atendi num ápice. Acho que gritei, não me lembro bem, e do outro lado soaram risos. A Helena da Autores Editora acabava de chegar à minha santa terrinha. Não se encontrava muito longe e, de tão querida que é, num instante encontrou o caminho para a casa da minha mãe. Demos um abraço há tanto esperado.

Apresentei-lhe a família, conversámos um pouco e tentou acalmar-me tal era o meu nervosismo.

Estávamos nós numa conversa animada e uma vez mais a Helena no seu melhor a ajudar-me a descontrair, o telefone voltou a tocar. Quem poderia ser? Não mais do que a Diana, minha querida amiga Maria das Quimeras e a Marta, a muito admirada Sonhandoaosquarenta, ambas perdidas no meio da cidade, quem sabe mais localizadas do que eu própria, muito mais perdida do que elas. Acho que a minha voz tremia enquanto tentava ensinar-lhes o caminho para a casa da minha mãe, mas atrapalhei-me toda e a minha irmã conseguiu salvar a situação (pensávamos nós). Esperámos por elas, mas escapou-se-lhes um pormenor importante e, depois de algum tempo de espera, já a Diana e a Marta se encontravam na direcção oposta e a caminho do local da festa.

Fomos ao seu encontro mas, às tantas, estávamos tão perto e não nos conseguíamos ver. Finalmente, lá nos avistámos e seguimos viagem em fila indiana até ao destino.

Parados os carros numa ladeira íngreme, fui ao encontro das minhas queridas amigas por entre braços abertos e um andar desengonçado.

Foi um momento bonito. Abraços, beijos e sorrisos.

 

3 de Outubro de 2009, 17 horas.

 

Encontrava-me ainda por detrás do balcão do bar a tirar uns cafezinhos para as convidadas especiais (a máquina fez um barulho esquisito e ainda pensei que íamos ficar sem café), quando começaram a aparecer alguns amigos e conhecidos, família e colegas de trabalho. Fui apanhada completamente desprevenida. Pensei que as pessoas começassem a  chegar um pouco mais tarde, mas foi puro engano meu. A surpresa foi grande e, ainda as manas andavam atarefadas a dar os últimos retoques no bar, já as pessoas começavam a instalar-se na esplanada. Acho que 'rosnei' a quem me ofereceu ajuda e quase me senti 'à beira de um ataque de nervos' antes de um discurso feito à base de agradecimentos e sem formalidades.

Queria estar em todo o lado. Com as amigas do blog, com a Gerente da Fábrica e com todos os que carinhosamente iam chegando. Mas impossível desdobrar-me e o tempo voou. Um bocadinho aqui, outro pedacinho ali e as palavras não me saíam, a não ser muito obrigada.

 

3 de Outubro de 2009, 20 horas.

 

Depois das pessoas começarem a dispersar permaneceu um grupo e, ao cair da noite, decidimos ir jantar a um restaurante que se encontrava ali perto. Deslocámo-nos até lá numa bela caminhada na mais perfeita harmonia.

Enquanto sentíamos o ar ameno de uma autêntica noite de Verão conversávamos, por entre sorrisos e gargalhadas, à porta do restaurante. Esperámos hora e meia, se não mais, para conseguirmos uma mesa vaga para doze pessoas. Juntaram-se as operárias da Fábrica e a sua Gerente. Falámos de nós e das inspirações, dos temas semanais, da produtividade e do atraso na entrega dos textos.

Foi um jantar divertido onde imperou a alegria e boa disposição, disparates saudáveis e bom humor, típico dos ribatejanos. Eu, refeita do estado de nervos, comecei a sentir-me meio 'abananada' e com pouca reacção.

Regressámos ao bar, aproveitámos o ar da noite e sentámo-nos em roda de uma mesa de amizade. Trocaram-se mails e endereços dos blogs, tiraram-se fotografias para recordar. Qual não foi o meu espanto quando se fez silêncio e começaram a cantar-me os parabéns. Esquecera-me por completo do dia que acabava de entrar e fiquei comovida com mais um gesto de carinho.

 

4 de Outubro de 2009, 1 da manhã.

 

Hora da despedida.

Saída do Ribatejo por parte de quem pertence à Estremadura. Demos abraços e beijos de despedida e o obrigada por tudo sempre presente. Ao vê-las partir, a saudade instalou-se de imediato.

Para quando um novo encontro? Talvez para breve...

 

 

P.S. E é que não foi mesmo? E como resultado do encontro, eu e a Marta começámos a fazer parte do blog No Estendal da Maria a convite da própria. Vão lá espreitar, vão!

É só rir!

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: a recordar com um sorriso
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Domingo, 18 de Outubro de 2009
Uma rua sem nome

 

 

Rompe o dia e desperto de um sono tranquilo. Levanto-me, dirijo-me à janela do quarto e afasto o cortinado que encobre, muito ao de leve, a luz vinda do exterior. O sol parece espreitar, meio escondido, através de nuvens brancas.

Observo as árvores que resistem ao tempo num terreno bravio bem perto de mim. Contemplo a serra que se avista ao longe e respiro o ar fresco da manhã. Há um misto de cores que entram pelo meu quarto, bem cedinho, ao acordar. O verde dos montes que se funde com o castanho da terra e o céu que vai limpando, deixando transparecer o azul que lhe é fiel.

Caminho até à sala, abro a janela de par em par e respiro o cheirinho a pão quente que vem da pastelaria do outro lado da rua. Tem bolos fresquinhos de fabrico caseiro. Por cima da lojinha do pão, janelas semiabertas deixam a descoberto cortinados coloridos que ondulam com a brisa matinal.

Um autocarro pára junto da escola acima da minha rua. Vejo carros que passam e estacionam junto ao passeio, outros que seguem viagem. Consigo escutar gargalhadas infantis no átrio e a campainha de entrada para as aulas acaba por tocar.

Há vozes que se cruzam na rua por entre passos, uns apressados outros vagarosos. Os cães ladram ao longe, ouvem-se disparos de espingarda em época de caça.

Ergo o olhar e avisto o castelo da cidade que conhece tão bem as minhas raízes. Estão guardadas num canteiro de flores.

De um dos lados da casa, inalo o aroma que a natureza me oferece. Do outro, sinto o cheiro a movimento numa rua que se cala a cada fim de semana.

Fecho a janela, abstraio-me do ruído da vida lá fora e deixo-me ficar no silêncio do lar.

A campainha quebra o meu momento repousante, abro a porta mas não vejo ninguém. Há um envelope lacrado perdido no chão.

 

 

 

(Texto escrito para a Fábrica de Histórias)

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: sem inspiração
a música que estou a dançar: Squander de Skunk Anansie
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Domingo, 11 de Outubro de 2009
Hoje, queria ser um pássaro...

 

 

 

...e sentir-me assim... azul...

 

 

Linda imagem, não concordam? Tirei-a daqui, mas não é feita referência ao autor como em todas as que vou encontrando. Enfim...

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: sem cor
a música que estou a dançar: Everytime de Britney Spears
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Terça-feira, 6 de Outubro de 2009
Aqui, de onde vos escrevo...

 

 

Aqui, de onde vos escrevo, sente-se um aroma tradicional do incenso que vou espalhando pela casa.

Tu entras devagar, à tardinha, beijas-me a testa em sinal de apreço e deixas-me divagar.

Os meus dedos dançam por entre as teclas do computador da secretária colocada num recanto da sala ampla onde tu, sentado no sofá chaise-longue de tecido castanho escuro e preto, assistes a um filme romântico.

Inspiro-me ao som da banda sonora, uma música sublime de Jack Nitzsche. Observas as paredes cruas decoradas com telas criadas por mim, umas abstractas outras paisagísticas, que contrastam na perfeição com a arte africana que as completa.

Do outro lado da sala, cortinados laranja percorrem a ampla janela de onde avisto o castelo da minha cidade. No final do filme levantas-te, afastas a cortina e contemplas a paisagem num silêncio absoluto.

Voltas a sentar-te, desta vez no sofá amarelo que está junto à janela, coberto de almofadas pretas e laranja, e poisas os pés na alcatifa que cobre parte do chão em tijoleira. Tem um misto de cores que embeleza o espaço. Castanhos, bordeaux, laranjas.

A meio da sala, pendurado no tecto, um espanta espíritos. Metade sol metade lua, deixa soltar aquele som peculiar de quando se entra numa típica loja chinesa de antiguidades. Levantas-te, consegues tocá-lo com os teus cabelos e o tom das canas de bambu acaba por soar.

Olhas o cavalete a um canto da sala com uma tela de nós meio pintada. Aspiras o cheiro suave a guache e pegas num pincel. Sentes a tinta ressequida e perguntas-me porque não voltei a pintar. Encolho os ombros, permaneço nas minhas divagações e tu aproximas-te de mim. Enrolas os teus braços no meu pescoço, beijas-me o cabelo e deixas-me ficar, absorta, na minha escrita.

Há velas, muitas velas. Acendes uma com aroma a baunilha e eu inalo o cheirinho doce que me acalenta a alma e me faz sussurrar as palavras que escrevo.

Escolho a música que me faz voar e aumento o volume da aparelhagem escondida na parte inferior da secretária onde me sento. O Purple Rain de Prince quebra o silêncio que existe entre nós e eu escrevo, sem parar. Surgem imagens vindas do meu imaginário, nascem  histórias que lanço para vós.

Passeias pela sala e eu continuo aqui, no mesmo lugar. Paras junto ao móvel de cerejeira maciça, frente ao sofá chaise-longue, onde estão arrumados os livros que trouxe de casa da minha mãe. Alguns de poetas e romancistas que admiro, outros que me transmitem algo. Pegas num daqueles onde mora o meu nome, romances escritos por mim com onze anos apenas.

Folheias o álbum de fotografias, arrumado numa das prateleiras, que guarda as minhas melhores recordações e abres um baú de madeira onde arrecado momentos. Ao lado, um poema emoldurado da minha avó dedicado a mim.

Há um candeeiro de pé alto num dos cantos da sala, que ilumina baixinho os retratos expostos numa pequena camilha. Uns meus, outros de quem me é querido, onde estão marcados os nossos sorrisos. Agarras em cada um deles e sorris também.

Passam as horas, pegas no puff preto colocado sobre a alcatifa multicolor e sentas-te a meu lado. Encontras uma folha de papel amarelecida pelo tempo, perdida no porta revistas de ferro forjado pousado no chão entre o cavalete e o sofá amarelo, e lês aquela carta antiga que escrevi para ti.

Agarras-me a mão com uma força excessivamente grande, admiras a sala de uma ponta à outra, murmuras a palavra oriental e desapareces no silêncio da noite deixando no ar um rasto de ti.

Aqui, de onde vos escrevo, a saudade tem cor e presença. Aqui, neste meu cantinho, escrevo por entre luz, aromas, sons, pinceladas, memórias e fantasias.

 

 

 

(Texto escrito para a Fábrica de Histórias)

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: a recordar
a música que estou a dançar: Love theme de Jack Nitzsche


Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009
A Floresta

 

 

Foi na floresta que encontrei o segredo da amizade.

Sempre que subo àquela árvore tu estás lá, à minha espera. Um homem pequenino, com alma de criança e coração de anjo.

Conheci-te naquela manhã de Outono. O solo estava coberto de folhas caídas e tu surgiste por entre as árvores gigantescas daquela floresta mágica. Lembro-me que cantarolava saltitante e, ao ver-te, parei assustada. Mas o teu sorriso bondoso de menino fez-me sentir um certo fascínio e fui ao teu encontro.

Estendeste-me a mão e subimos à árvore mais alta.

Constaste-me a tua história, falaste-me das tuas raízes, disseste-me que não tinhas amigos e que te sentias só, que não podias apaixonar-te porque nunca irias crescer. Eu confessei-te que, ao contrário de ti, não queria crescer porque era feliz enquanto criança.

Perdemo-nos nas horas, do tanto que conversámos.

Desde esse dia, nunca mais nos separámos. Encontramo-nos, em segredo, pela manhã até ao anoitecer. Na mesma árvore falas-me de ti, eu conto-te as minhas histórias e, juntos, admiramos a magia da floresta.

No fim de contarmos os nossos segredos damos as mãos, soltamos beijos e abraços. Descemos a árvore e corremos pela floresta até nos cansarmos.

Quando chega a hora da despedida, dizemos um ao outro:

- Amigos, até sempre. Boa noite.

Os anos passam e continuo a ir à floresta todos os dias. Saio de casa antes do amanhecer para, juntos, vermos o sol nascer. Assistimos ao crescer do dia e despedimo-nos quando a lua ilumina o nosso lugar.

Somos os maiores amigos de todo o sempre. Inquebrável o nosso sentimento valioso, fruto de um encontro marcado pelo destino numa floresta encantada.

Através de uma amizade genuína, aprendemos a acreditar que nunca estaremos sós. Tu, um menino que não conseguiu crescer. Eu, uma menina que nunca quis deixar de ser criança.

 

 

 

(Texto escrito para a Fábrica de Histórias)

 

 

Leonor Teixeira

 

 




Domingo, 27 de Setembro de 2009
Parabéns, Maria das Quimeras

 

 

 

Desejo à minha querida amiga Maria das Quimeras um excelente Aniversário!

 

 

Espero que o teu dia seja preenchido com tudo de bom que mereces. Miminhos, prendinhas boas, abracinhos apertados e muitos, mas muitos sorrisos... tudo na companhia de quem amas.

Que seja, então, um daqueles dias... inesquecível, para guardares no baú das tuas melhores recordações.

 

Muito obrigada pela tua amizade.

 

Sê feliz, Amiga!

 

Beijinhos mil e sorrisos... muitos, ao longo do teu percurso...

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me:
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Quarta-feira, 16 de Setembro de 2009
As Pontes de Madison County

 

 

'Meu querido Robert,

 

Se esta carta chegar até ti, estejas onde estiveres, não farei já parte desta vida. Terei embarcado numa outra viagem, aquela que tu já conheces. Levo-te comigo no coração e procurarei por ti até te encontrar.

Escrevo-te para agradecer a história de amor que vivemos, aquela que sempre quis ter e que só tu me conseguiste proporcionar.

Lembro-me, como se fosse hoje, do dia em que chegaste às colinas de Iowa no teu velho Chevrolet. Trazias o ar rude dos anos marcado no rosto, mas um sorriso leal e um olhar terno.

Lá estava eu, no alpendre de madeira da quinta, a respirar mais uma tarde escaldante de Verão. Tu, um fotógrafo da National Geographic aventureiro e de alma nómada, vinhas em busca das pontes que povoam Madison County.

Senti-te perdido e ensinei-te o caminho. Levei-te a conhecer a ponte Roseman, onde ficaram as marcas daquele que foi o início inesperado da nossa história de amor.

Contigo, descobri que o amor existe na sua verdadeira essência. Contigo, aprendi a amar. Ensinaste-me que quando os sentimentos são puros e os gestos delicados, a nossa vida transforma-se e tudo parece perfeito.

Contigo, consegui elevar os meus sentidos mais profundos e que desconhecia ter. Juntos conseguimos partilhar duas vidas e vivê-las de uma só vez. Contigo, a minha vida ganhou brilho.

Recordas-te da nossa dança? Lembro-me do teu olhar quando surgi dentro do vestido que usei só para ti. Tocámo-nos tão suavemente que conseguíamos escutar o palpitar dos nossos corações. Vivemos dias de uma beleza tão rara que quase me pareceu um sonho.

Estou-te grata por isso. Pelo teu carinho, pelo teu amor, pelos dias em que foste o meu verdadeiro companheiro.

Sei que andas por aí, quem sabe por perto.

Recebi a caixa que me enviaste com todos os retratos que tiraste, todas as fotografias que captaste, todas as imagens que gravaste. Trouxe tudo comigo. O crucifixo que te dei naquele fim de tarde na pradaria, o álbum e as palavras que me dedicaste. Ainda trago comigo o teu cheiro, está gravado na minha pele.

Acredita que, se estivéssemos vivos, largaria tudo e iria ao teu encontro. Depois da morte do meu marido procurei por ti, mas não consegui encontrar-te. 

Após o meu desaparecimento, os meus filhos tiveram dificuldade em aceitar a  nossa história mas, depois de tantas descobertas, deram-me todo o apoio emocional que alguma mãe pode ter.  Consegui senti-lo, ao longe. Senti lágrimas correrem pelos seus rostos ao lerem a mais bela história de amor que alguém pode viver.

Passei todos estes anos com o peso da traição e nunca poderia abandonar a minha família. Apesar de um matrimónio quebrado pelo silêncio e uma indiferença vindos de há longo tempo e quase insuportáveis, não poderia ir na tua direcção. Não conseguiria deixar para trás os meus dois filhos.

Aquele dia chuvoso em que partiste para sempre foi o mais marcante da minha vida. Não consigo esquecer o teu gesto, aquele em que colocaste o crucifixo que te dei no espelho retrovisor do teu velho Chevrolet, enquanto esperavas por mim. Por momentos, que me pareceram tão longos quanto a dor de uma perda, senti-me entre o  partir e o ficar. Estive prestes a sair e chamar por ti, lançar-me nos teus braços e deixar-me ir.

Deste-me a maior prova de amor que alguém pode dar e eu acabei por ficar. Porque não podia partir. Nunca conseguiria ser feliz na sua plenitude, mesmo que a teu lado. Compreendes-me?

Não voltei a ver-te. Separámo-nos mas estivemos sempre juntos, porque os nossos corações uniram-se no dia em que nos conhecemos e ficaram ligados até à morte.

Pedi aos meus filhos a minha cremação. Concretizaram o meu desejo e lançaram as minhas cinzas às águas do rio que passa por baixo da ponte Roseman. Naquele lugar estão guardados segredos nossos, pedaços da nossa felicidade.

Hoje procuro por ti, procurarei até que me seja permitido. Quero ver-te chegar, reviver o nosso amor, viver a nossa história inacabada. E acredito que conseguirei encontrar-te, porque sinto que também tu procuras por mim.

Até breve, meu amor.

 

Eternamente tua

 

Francesca'

 

 

 

(Texto escrito para a Fábrica de Histórias)

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: com vontade de rever o filme


Domingo, 6 de Setembro de 2009
Fábrica de Histórias

 


 

Vejo-me a passear por entre divagações e encontro uma fábrica de histórias pousada numa nuvem branca. A seu lado uma outra nuvem, de mil cores, onde um grupo de operários partilha os seus sentidos de mãos dadas.

A porta está aberta. Entro na nuvem, estendem-me a mão e juntos criamos uma dança especial. É o baile das palavras que nos unem, por entre uma aliança de almas que se tocam num gesto encantador.

Consigo ouvir as nossas vozes que sussurram por entre a música que toca sem parar e as palavras ecoam em nosso redor, as histórias pairam no ar.

Há pedaços de prosa, pedaços de poesia guardados num cantinho de nós e a inspiração que nos espera sorri-nos através de uma nuvem coberta pelo imaginário que nos envolve.

Há escritas floridas enviadas e recebidas com carinho. São brancas como a paz, azuis como o mar, verdes como a esperança, de mil cores como os nossos sorrisos.

Ganhamos asas, voamos num céu que nos ampara e pousamos na praia que nos espera.

Damos as mãos sentados na areia dourada e emergem as nossas histórias que cantam com as gaivotas que sobrevoam a beira mar. É um cântico que nasce de um abraço construído de mil contos de encantar. As palavras soam num verso inigualável, enchem-nos a alma, trazem consigo um pouco de mar.

As ondas vêm até nós para nos beijar e eleva-se o nosso sentir. Mergulhamos nas suas águas como sereias a ondular nas profundezas de um oceano. Há uma fantasia que se aproxima de mansinho e chega até nós.

E desta forma tão sublime cresce a fábrica de histórias que encontrei, que abriu as portas de par em par e, tão delicadamente, me deixou entrar. A fábrica é azul, parece o sol a reflectir-se no mar.

As mãos estão dadas, a dança é perfeita, a arte eterna. Estamos na linha do horizonte.

Há cenário mais belo do que este?

Somos nós...

 

 

 

(Texto escrito para a Fábrica de Histórias)

 

 

 

É uma honra fazer parte do grupo de operários da Fábrica de Histórias criada paralelamente  à Autores Editora, verdadeiros construtores de sonhos, e cujo projecto nasceu há um ano. Estão de parabéns!

Muito obrigada por existirem, muito obrigada por fazerem parte da minha vida.

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: uma operária florida
a música que estou a dançar: a do blog
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Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009
A Lua, o Lobo e Eu

 

 

Levanto-me a meio da noite. O sono teima em manter-se afastado.

Sinto-me vaguear pela casa. Há memórias de ti aqui e ali, pedaços de nós marcados no chão que piso descalça, aquele por onde caminhaste um dia.

Lá fora, uma noite de luar. Olho as estrelas e respiro o ar ameno. Está tudo tão sereno. Tento alcançar a lua que vai crescendo ao longe. Conto-lhe histórias, deixo-lhe segredos que guarda no colo.

Do outro lado do mundo, os lobos vagueiam no silêncio de uma noite fria e esperam pela lua cheia que tarda em chegar. Há uivos escondidos na sua alma bravia que insistem em soltar-se.

Queria eu também chamar por ti num grito, qual lobo solitário que clama por uma companheira num gemido incessante.

Não és tu, ó lua, a minha eterna confidente?

 

Uivam os lobos, chora quem ama...

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: com alma de lobo
a música que estou a dançar: não há música, apenas o silêncio da noite
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Quarta-feira, 19 de Agosto de 2009
Às vezes

 

 

Às vezes, sinto medo.

Medo de não ter tempo. Tempo para viver a minha história, aquela que inventei para mim.

Não tenho medo da solidão, porque nunca estarei completamente só. Há anjos que me envolvem a alma, há uma imensidão de palavras que me rodeiam e vou voando por entre o meu imaginário.

Mas, mesmo assim, por vezes sinto medo. Medo de não conseguir voltar a encontrar-te. Medo de não poder dizer o que está guardado num baú cheio de ti, onde habita a tua imagem, onde mora o que não chegaste a ser.

Mas, às vezes, sinto esperança. Esperança de voltar a ver-te, sentir-te perto, de olhar-te nos olhos, poder tocar o teu rosto, de abraçar-te.

Outras vezes, tudo se desvanece. O medo e a esperança. Deixo de ter medo, mas foge-me a esperança. E embrulho-me num misto de verdade e mentira, numa contradição de ter medo e não ter, de ganhar esperança e perdê-la.

Tantas outras vezes me pergunto o que fomos noutra vida, o que nos separou e o que nos fez reencontrar. E não há respostas, mas existem os sentidos. Sentidos que me fazem acreditar às vezes e, outras vezes, desacreditar.

Por vezes, anseio ir ao teu encontro. Umas vezes, o vento empurra-me para trás e não me deixa prosseguir. Outras vou em direcção a ti mas, quando chego ao teu lugar, acabaste de partir.

Às vezes choro, outras tantas rio. Às vezes falo e outras fico calada. E tantas vezes escrevo para ti, tantas vezes grito por entre palavras vãs. Tantas outras me deixo ficar na dança do meu silêncio.

Tantas vezes, quase todas, perco o tempo a pensar em ti e tantas outras me perco no tempo por um pensamento de ti.

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: com saudade
a música que estou a dançar: Here I am de Leona Lewis
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Quinta-feira, 13 de Agosto de 2009
Perdida

 

Descrição de um sono onde habita o surreal.

 

 

(imagem retirada daqui)

 

Cruzo-me comigo mesma por entre caminhos assombrados. Em cada um deles uma imagem, um ruído. Percorro espaços estreitos vezes sem fim. Em cada esquina, braços estendidos tentam alcançar-me. Vozes em uníssono fazem soar o meu nome. Risos sarcásticos ouvem-se ao longe, gargalhadas repetidas por entre muros erguidos do vazio. Gritos doentios ecoam sem parar, rostos alucinados cruzam-se à pressa por entre a escuridão. Surgem fantasmas de todos os lados, silhuetas disformes chamam por mim.

Perco o rumo, esqueço a minha identidade. Estradas sem saída, direcções cruzadas por entre o desconhecido. Perco-me do mundo, entro em delírio e atravesso o labirinto repetidamente, sem parar. Uma sombra vinda do nada acena-me num adeus incessante. Não sei quem é, não sei o seu nome.

Paro, exausta. Respiro ofegante e estendo-me no chão frio num completo desvario. Adormeço num sono agitado. Passam as horas, os dias, os meses. Os anos ficam suspensos num passado ignorado. Memórias em branco perdidas aqui e ali, num lugar qualquer que não existe.

O meu corpo esguio mantém-se inerte à espera de luz e silêncio. E o tempo corre veloz.

 

Muito tempo depois, tanto que não sei quanto, um pedaço de sol desponta por entre as nuvens que ofuscam o labirinto.

Encontro a saída e descubro um mundo novo.

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: a ficcionar
a música que estou a dançar: A bigger plan de Lulla Bye
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Quinta-feira, 30 de Julho de 2009
Carta a quem não lê

 

 

'Querido Duarte,

 

Sei que não me lês, sei que não entras no meu espaço.

Por isso confesso que não te esqueci, amor da minha vida presente.

Declaro aqui, neste meu mundo, que és tu que existes em cada momento imaginário do meu dia a dia.

Às vezes, vejo-te passar. Finjo que ignoro a tua presença, finjo que me és indiferente, mas és tu quem faz parte dos meus sonhos.

Sei que o tempo vai passar e nada vai mudar. Sabes, meu amor, bastava-me aquela conversa que nunca tivemos e sinto que jamais teremos. Mas as palavras permanecem guardadas num cantinho de mim, à espera do momento em que possa proferi-las.

 

Embarquei no rio das lágrimas que derramei por ti e naveguei na imensidão do sentimento que te sustenho. Desaguei na ternura que me agarra a ti e naufraguei na perda deste amor ausente.

Podia cair uma estrela, que eu estaria aqui para contigo poder abraçá-la. Podia abater o sol, que eu estaria aqui para contigo sentir o seu ardor. Podia ruir a terra, que eu estaria aqui para contigo construir um mundo novo. Podia acabar tudo o que existe que eu estaria aqui, à tua espera.

 

Nunca saberás o meu verdadeiro sentimento, aquele que nutro por ti. Resta-me esperar que o tempo permita que me liberte de ti, um dia.

Mais ninguém conseguirá preencher o lugar que te pertence.

Adoro-te a ti.

 

Tua até sempre

 

Laura'

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: com saudade
a música que estou a dançar: Get here de Oleta Adams
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Sábado, 25 de Julho de 2009
Porta aberta para um Sonho

 

 (imagem retirada daqui)

 

Às vezes, sinto-te chegar.

Abres a porta do meu mundo e entras nos meus sonhos devagar. Recolhes-me no teu colo e afagas os meus cabelos lentamente. As tuas mãos percorrem o meu rosto por entre carícias delicadas.

Em redor de nós, um vento brando onde as palavras não pairam. Nada consegue quebrar esta aragem que nos faz levitar.

Apertas-me docemente de encontro ao peito, envolves-me nos teus braços e dançamos num silêncio fiel que nos faz subir até à nuvem mais alta. Enlaçamo-nos por entre gestos de uma ternura quase transcendental.

Respiram-se os nossos sentidos, tocam-se as nossas almas.

É tudo tão suave.

Pára o tempo, acaba o mundo e permanecemos neste misto de amor e inocência.

É uma porta aberta para um sonho que se repete em cada pedaço das horas que vão passando por mim.

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: do lado de lá da porta
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Segunda-feira, 20 de Julho de 2009
o Fim de Nós

 

 

Eu quis ir ao teu encontro, mas voltaste a fugir.

Contigo descobri que não temos a mesma alma. A tua escapou por entre as vísceras do teu coração arrefecido.

Ensinaste-me que não faço parte de ti. E tu não poderás fazer parte da minha vida.

Contigo aprendi que nem o mais grandioso dos amores pode juntar duas pessoas que não têm o mesmo sonho, que não dançam a mesma música. Mesmo aquela que escutam em perfeita sintonia. Não é livre um amor assim.

A nossa música deixou simplesmente de tocar. É hora de esquecer o que não fomos. Ficaram os retalhos perdidos no chão de uma vida apenas. A outra vida és tu e não me pertence.

Fechei o meu coração. Lancei a chave às águas de um rio que corre veloz debaixo da ponte que separa as nossas vidas. Não há retorno. O meu coração está selado.

Mas a minha alma continua a dançar e consegue libertar-se num voo sem limites. E as palavras esperam por mim em volta de uma fogueira numa noite de luar.

E eu não vou fazer soar o teu nome.

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: a dançar numa noite de luar
a música que estou a dançar: Black hole sun de Chris Cornell
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Quinta-feira, 16 de Julho de 2009
'Asas Perdidas' - o Livro que me fez Voar

 

 

Recuperei as Asas que perdi...

Alcancei a liberdade de Voar...

 

 

 

 

Sempre escrevi sentimentos de alma.

 

Asas Perdidas é o cantinho das minhas emoções transformado agora em livro, um sonho tornado realidade.

É um livro de poesia branca onde estão expressas divagações minhas. É um livro que fala, essencialmente, de amor.

 

Dedico este livro às mulheres da minha vida. Avó, mãe e irmãs. Sem o seu amor e apoio, não teria sido possível concretizar este sonho.

 

Quero agradecer do fundo do coração à querida Helena da Autores Editora a ajuda preciosa para a realização deste sonho. Sem ela, não teria conseguido alcançá-lo.

Por entre contactos frequentes para a edição do livro fomos criando, passo a passo, laços de afecto. Estou-lhe imensamente grata por tudo.

 

Um agradecimento muito especial a todos os amigos que acompanham o meu blog e me acarinham a cada dia.

Tenho de mencionar dois nomes que me deram uma força inigualável. A minha muito querida Ónix, irmã de sangue, de alma e coração e o meu muito querido amigo José que tem sido incansável nas palavras de apreço. Sem eles, não teria conseguido ir em busca deste sonho, ir à luta até ao fim.

 

A todos, a minha profunda gratidão.

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: a Voar
a música que estou a dançar: I believe I can fly de Seal
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Terça-feira, 14 de Julho de 2009
A Magia de uma Flor(deliz)

 

 

A querida Flordeliz ofereceu-me este miminho que estava guardadinho na minha alma à espera deste dia.

 

 

 

 

Agradeço do fundo de mim o gesto e as palavras doces de uma amiga que tem um mundo que nos encanta com a beleza dos seus clics e que nos deixa a sonhar com a magia de cores que nos envolve.

 

Obrigada, querida Flor!

 

 

 

Não vou seguir as regras, mas vou oferecer este selo a todos aqueles que passam por aqui e trazem consigo magia nas palavras.

 

 

Leonor Teixeira

 

 

 


sinto-me: com saudade da magia dos blogs
a música que estou a dançar: A kind of Magic de Queen
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Domingo, 28 de Junho de 2009
Nas nossas mãos

 

 

Nas nossas mãos transportamos o destino que nos foi traçado. É nas nossas mãos que moram as linhas da vida, do amor, da sorte ou do infortúnio. É nelas que reside o enigma do presente e do futuro próximo ou longínquo.

Nas nossas mãos guardamos a esperança, a vontade, um misto de querer e não querer. Com as mãos podemos mostrar a preserverança, a firmeza, a coragem.

Nas nossas mãos está a força de vencer cada batalha, cada luta diária que temos de travar. Através delas conseguimos revelar a sensibilidade, a amargura, a revolta.

Nas nossas mãos está o gesto. É com elas que podemos tocar, sentir, transformar.

É com as nossas mãos que lemos, aprendemos, labutamos. Com elas conseguimos escrever, pintar, decorar as nossas vidas.

Nas nossas mãos carregamos os sonhos, as fantasias, a magia dos segredos. Nelas guardamos o mistério do estar vivo.

Com as nossas mãos podemos unir raças, crenças, culturas. De mãos dadas podemos mudar o mundo.

 

 

 

(Texto escrito para a Fábrica de Histórias)

 

 

Leonor Teixeira

 

 




Sábado, 27 de Junho de 2009
Obrigada a todos

 

 

 

Quero agradecer aos amigos mais queridos que tenho aqui na blogosfera a força que me têm transmitido nesta fase menos boa da minha vida.

 

Um agradecimento especial ao meu muito querido amigo José A pelo mimo que me deixou extremamente comovida e à querida amiga Flordeliz pelo post que me dedicou. Conseguiram colocar no meu rosto um sorriso de mil cores.

Não tenho palavras para agradecer todo o carinho e apoio que fizeram chegar até mim. Obrigada pelas palavras de conforto que me têm deixado.

Maria das Quimeras, Sindarin, Gota de Orvalho. Como retribuir-vos a amizade demonstrada? Terem entrado na minha vida foi algo maravilhoso que me aconteceu. Estou-vos imensamente grata.

 

De salientar o afecto sempre presente da minha muito querida amiga Ónix e do meu grande amigo Segredo que tem estado ausente por aqui, mas nunca se esquece de mim.

 

Em nome do meu amigo que se encontra hospitalizado em estado grave, um agradecimento imenso pelo apoio transmitido por parte de todos os amigos que acima mencionei bem como a Idalina, Jo e Sonhandoaosquarenta.

 

Estão todos na minha alma.

 

Aproveito para referir o prémio que a Green.eyes me ofereceu e ainda não tive oportunidade de agradecer.

 

Obrigada também a quem vai passando no meu cantinho e me vai deixando uma palavra de apreço. Desculpem se não vos menciono a todos.

 

Bem hajam.

 

Adoro-vos!

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: com vontade de escrever
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Domingo, 21 de Junho de 2009
Em busca da Felicidade

 

A busca da felicidade é, para mim, feita de momentos. Podem ser até pequenos gestos mas que me fazem sentir feliz, mesmo que por instantes apenas.

Ter um amigo e ir ao seu encontro é ir em busca de um pedaço de vida em que sou feliz. Poder abraçá-lo, beijar-lhe o rosto, rir e sorrir com ele. A amizade quando genuína consegue transmitir-me uma felicidade extrema. Os meus sentidos fazem com que não me esqueça de quem foi ou é deveras importante, independentemente se foi só por um momento. É como receber mensagens com regularidade de quem gosto de verdade e ter a certeza de que sou correspondida. As expressões de quem as envia tornam-se doces como o mais saboroso dos chocolates. Há uma ternura que transparece e que me transmite uma espécie de serenidade absoluta.

Ir em busca da felicidade é ir ao encontro de quem gosta de mim, é haver tempo para conversas de café em noites frias e risos ao redor de uma mesa de amizade em noites quentes. É um sorriso. De mim para quem goste, para mim de quem amo.

Ir em busca da felicidade é esperar por alguém de quem sinto saudade, esperançada de que as palavras venham desenhadas no seu olhar. É o irromper de um enlace dos sentidos num silêncio de gestos declarados. É embalar num abraço apetecido e respirar ao sabor de uma carícia. É elevar-me na essência de uma dança suave.

Ir em busca da felicidade é recordar com carinho quem me faz sorrir, porque as sensações da alma deixam um significado tão intenso que tudo se torna como num sonho encantado.

Ir em busca da felicidade é ir a casa da minha mãe, sentar-me à mesa numa completa união familiar, ver os gatos a brincar, ouvir as cigarras a gritar e os grilos a cantar.

Ir em busca da felicidade é sonhar. É ser criança até sempre, porque é uma fantasia que renasce, é uma bola de sabão. Ir em busca da felicidade é cheirar o mar, respirá-lo, olhá-lo, sentir a paz que me consegue transmitir. É sentir os pés na areia fresca da manhã e à beira mar nos fins de tarde.

Ir em busca da felicidade é sentir-me livre para o que me vai na alma. É ouvir aquela música que chama por mim e conseguir esquecer que o mundo existe. É dançar, porque a dança existe em mim e faz-me voar.

Ir em busca da felicidade é escrever o que sinto, porque existem sonhos que se conquistam e se perdem e assim vou declarando a minha verdade. É continuar a escrever, porque a alma não fala e eu quero partilhar o meu sentir através de palavras até então silenciadas. Porque quero deixar escrito que quando estou aqui, comigo própria e convosco, esqueço o mundo lá fora. Porque quero manifestar o meu querer, a minha vontade, os sentimentos e momentos que guardei.

Ir em busca da felicidade é escrever no meu cantinho até sempre, porque é aqui que a minha alma voa através das palavras que dançam sem voz. É o abrir o baú dos meus sentidos por entre este silêncio mágico.

 

Mesmo que os momentos não se repitam, fica a lembrança da beleza que vivemos. E ao recordar esses instantes de sorriso aberto é, para mim, ir em busca da felicidade.

 

 

 

(Texto construído de excertos de vários textos para a Fábrica de Histórias)

 

 

Leonor Teixeira

 

 


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Terça-feira, 9 de Junho de 2009
Volta depressa para nós

 

 

Perdeste-te nos dias e ficaste do outro lado da vida. Não sei se voltas.

Fico deste lado entre lágrimas e sorrisos. São lembranças dos tempos de outrora que não se repetem. Passam os anos, separam-se as gentes da terra que nos viu crescer.

Onde ficámos nós? Afectos conquistados, laços construídos, momentos partilhados deixados para trás. Abro o álbum de fotografias e sinto uma angústia quase insuportável. As lágrimas caem e a alma dói. São vidas separadas por um destino incerto, viagens marcadas para lugares diferentes.

E choro. Choro por ti e por quem te guarda no coração. Choro, porque não consigo alcançar um sinal de esperança. E morrem os dias na agonia de nada poder fazer.

Tens de voltar, tens de viver. Há tanto que ainda tens por sonhar.

Espero o teu regresso, acendo uma vela e rezo por ti. Nas minhas preces reclamo o teu nome, imploro a tua vida.

 

a um amigo

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: a querer ficar em silêncio
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Sexta-feira, 5 de Junho de 2009
Voltar a ser criança

 

 

Querida mãe e querida avó,

 

Venho pedir-vos que me deixem ser criança até sempre.

Quero acordar de manhã, ficar nos vossos braços durante tempos infindos e receber os mimos que só vocês sabem dar.

Quando o sol brilhar, quero dar as mãos às manas e ir com elas para o quintal jogar à apanhada, ao elástico e saltar à corda.

Quero sentir o padeiro chegar e ir a correr para comer o pãozinho fresco. Sentar-me à mesa da cozinha a ver livros aos quadradinhos e, através da janela aberta de par em par, olhar para a avenida com as árvores recheadas de lilases.

Quero ver as lagartixas passarem rente aos canteiros floridos, apanhar as rosas vermelhas do roseiral, pendurar-me na nespereira e balançar-me até me cansar. Comer as laranjas e as tangerinas fresquinhas e saborosas e respirar o cheirinho da flor de laranjeira na Primavera.

À tardinha, enquanto o sol se vai escondendo lá ao fundo, quero brincar ao jogo das palavras e construir as casinhas de lego que vou inventando.

Quero que me deixem escapar para o olival acima do nosso quintal. Trepar pela figueira grande e esconder-me por entre as árvores enquanto vocês, minhas queridas mãe e avó, chamam por mim. Quero construir uma casinha no meu 'bosque'. É o cantinho onde guardo os meus segredos.

Quero brincar com os nossos gatinhos, apertá-los docemente nos meus braços e não os deixar partir.

Quero ir a pé para a escola sem medo e deixar as portas de casa abertas. Quero aprender a ler, a escrever, a desenhar, a pintar. Quero soltar gargalhadas de alegria nos intervalos e fazer uma roda de harmonia com os meninos e meninas da minha aula.

Depois da escola, quero ir com as manas e os amiguinhos à feira de Março andar no carrossel e nos carrinhos de choque, correr sem parar, cantarolar e comer algodão doce.

Nas férias grandes quero pôr a mochila às costas e, bem cedinho, caminhar saltitante até às piscinas para mergulhar, nadar e fazer golfinhos.

Quero ir à praia respirar o cheirinho do iodo, chapinhar à beira mar e construir castelos na areia até o sol se por.

Nas noites quentes de Verão quero subir ao telhado da nossa casa, sentar-me a ver as estrelas e deixar-me ficar a sentir a luz da lua.

Antes de adormecer quero que me leiam uma história de encantar, querida avó e querida mãe, e no final trocar convosco beijos de ternura.

Quero continuar a ser criança. Quero continuar na inocência, quero continuar a brincar.

 

 

 

(Texto escrito para a Fábrica de Histórias)

 

 

Leonor Teixeira

 

 




Domingo, 31 de Maio de 2009
A cor dos meus dias

 

 

Há cores vivas que se cruzam e se fundem por entre o negrume dos dias. São as cores dos meus sonhos.

Há um cântico azul que aquieta a minha alma cinzenta. São sereias celestes que ondulam por entre as ondas brancas de um mar ciano. Para lá dos oceanos, o céu vai mudando de cor. Do amarelo nasce o laranja solar que se esconde num horizonte pintado de uma cor indefinida. É um misto de cores brilhantes que se reflectem na areia dourada que piso.

Do dia se faz noite e mudam-se as cores. Há estrelas de prata que dançam no céu e a lua cintila de branco.

E permaneço num sonho, qual fantasia colorida que se cria. É verde como a relva suave de um campo florido.

Uma chuva cristalina cai sobre nós e dançamos ao sabor de uma paixão que nos é púrpura.

E pinto-te. Pinto-te a ti, pinto-me a mim. Pinto-nos em telas brancas e deixo as cores do que te sinto. Há pinceladas rubras que ficam marcadas.

Em redor de nós, um cenário tingido com as cores do arco íris.

 

 

 

(Texto escrito para a Fábrica de Histórias)

 

 

Leonor Teixeira

 

 


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Sexta-feira, 29 de Maio de 2009
...

 

 

 

Sem tempo...

 

 

(imagem retirada daqui)

 

 

Mas com os meus amigos no pensamento...

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: com saudade
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Domingo, 24 de Maio de 2009
Heróis e heroínas

 

Quando era criança pensava que heróis e heroínas eram personagens dos contos de fadas, príncipes que salvavam belas adormecidas. Pensava que um herói fazia parte das histórias de encantar que a nossa mãe nos lia junto à cabeceira.

Um herói é muito mais do que os livros nos transmitiam e que o nosso imaginário conseguia atingir quando meninos e meninas inocentes.

Para mim, um herói é quem entra na nossa vida e nos faz sorrir espontaneamente, é quem nos oferece carinho gratuitamente, é quem nos lembra com saudade e não tem medo de mostrar ao mundo o quanto gosta de nós.

Um herói pode entrar na nossa vida devagarinho ou subitamente, mas consegue preencher a nossa alma a cada dia lembrando-nos de que tudo tem uma razão, tudo vale a pena e nunca devemos desistir dos nossos sonhos.

É a presença da alma que faz de quem quer seja um herói ou uma heroína. Porque há uma serenidade transmitida através de um apoio emocional sem limites e, apesar da distância, há uma proximidade sólida que se vai construindo.

Há quem esteja presente mesmo que longe de nós, demonstrando aquele conforto que tanta falta nos faz, através de uma palavra ou de um pequeno gesto que o torna num tão grande gesto.

Os heróis ouvem a nossa voz e deixam-nos chorar, ajudam a secar as nossas lágrimas e fazem-nos sorrir, deixam-nos palavras de esperança e ajudam-nos a sonhar no vazio do nosso pequeno mundo.

Heróis podem ser todos aqueles que, mesmo na ausência, estão presentes e conseguem fazer chegar até nós uma força inigualável, incomparável.

Heróis são quem nos ajuda a concretizar um sonho.

Esses sim, são os verdadeiros heróis e heroínas que transformam toda uma vida, deixam-nos de alma a voar e nunca, mas nunca se esquecem.

 

 

 

(Texto escrito para a Fábrica de Histórias)

 

 

Leonor Teixeira

 

 




Domingo, 17 de Maio de 2009
Encontro desencontrado

 

A campainha tocou naquele fim de tarde de Julho. Abri a porta e tu entraste. Olhámo-nos durante breves instantes e acabámos num abraço de saudade, longo e apertado.

 

- Que linda.. - disseste numa expressão ternurenta.

- Obrigada - respondi.

- A casa... mas tu também... - retorquiste com aquele sorriso matreiro que te era peculiar.

 

Acompanhei-te até à sala e sentaste-te. Parecias manifestar uma certa timidez mas, ao encostares-te comodamente no sofá, começaste a declarar a razão da tua visita.

 

- Estar aqui é um sonho tornado realidade.

- É verdade o que me dizes ou brincas, como sempre o fizeste?

- Preciso dizer-te a verdade. Fazes ideia de quanto tempo esperei por este momento?

- Não calculo e não consigo sequer imaginar. Este momento parece-me surreal. Mas fala, então.

- Sabes que há muitos anos, era eu miúdo, achei-te linda quando te vi pela primeira vez. E o meu coração bateu.

- Apesar de me parecer impossível, é quase inacreditável que só mo digas agora.

- Naquela tarde estava sol. Recordo-me como se fosse hoje. Estava sentado numa mesa da esplanada da praça... aquela que costumavas frequentar...

- Lembro-me que ia sempre a essa esplanada nos fins de tarde...

- Tu chegaste, alegre e descontraída como sempre, acompanhada de uns amigos que eu também conhecia. Aproximaste-te e sentaste-te.

- É natural. Sempre fui assim, bem disposta. E disse boa tarde com certeza. Digo sempre.

- Disseste. Mas não olhaste para mim. Nunca olhaste.

- É provável. Eras mais novo.

- Sim, era novo e idiota como os miúdos daquela idade. Tu, mais velha e madura, como poderias olhar para mim?

- Tens razão. Não olhei para ti. Não naquela altura. Mas uns anos mais tarde, não me foste indiferente.

- Já lá vão alguns anos, sim. Mas sempre que me aproximava, tu fugias.

- Verdade seja dita. Eu fugia mesmo. Porque quando te encontrei ao fim de tanto tempo e te vi a sorrir para mim, o meu coração bateu mais forte.

- E que razão era essa que te fazia fugir de mim?

- A minha razão. Afastar-me de ti seria a melhor atitude para contrariar o sentimento que começava a germinar dentro de mim...

- Sabes, já passaram muitos anos depois daquela tarde. E outros tantos depois do nosso reencontro. Agora, sou aquilo que vês e já não tenho tempo...

- E eu sou aquilo que sempre fui, apesar das mágoas que foram surgindo ao longo do meu percurso.

- E o destino mudou o rumo à minha vida.

- Não alterou apenas o rumo da tua vida. O destino desviou os nossos caminhos. Existe alguma força superior que não quer que nos juntemos. Lamento por ti, lamento por mim. Lamento por nós.

- Eu também. Muito mesmo.

- És feliz, por acaso? - perguntei sem pensar.

- Tento ser.

- Desculpa dizer-te, mas se tentas ser é porque não o és. Não na sua verdadeira essência.

- Tenho alturas em que sou.

- Tens momentos, o que é demasiado importante. Posso, então, confessar-te uma coisa?

- Sim, podes e deves.

- Foste o meu príncipe encantado. Terias sido até sempre. Foste o homem que quis para ficar a meu lado. Mas transformaste-te num sapo - soltei um riso suave.

- Se pudesse, mudava-me hoje mesmo para aqui, mesmo sendo um sapo - sorriste.

- Nunca. Não quero partilhar o meu espaço com ninguém. As relações saudáveis já não existem. O namoro é mais duradouro, aquele em que cada um vive na sua própria casa.

- Mas estar aqui contigo faz-me esquecer o mundo lá fora. Se bem que agora é tarde.

- Posso perguntar-te porque é que não lutaste por mim, já que o que sentias era assim tão imenso?

- Porque sabia que iria ser em vão.

- Nada é em vão. Há que tentar conquistar quem para nós é deveras importante.

- Não conseguiria. Como já disse, nem para mim olhavas. Eu para ti não existia.

- Disseste há pouco que agora é tarde. Mas nunca é. Não para tentar recuperar o que se perdeu. Não para se ser feliz. Mas, neste caso, até és capaz de ter razão. Provavelmente, é mesmo muito tarde.

- Sim, o nosso encontro chegou a más horas e nada entre nós vai ser possível.

- Sensato da tua parte. Além disso, a nossa diferença de idades é grande e depois eu ficava velhinha. Já tu... - brinquei com uma tristeza no sorrir.

- Poderias até ter setenta anos, que eu iria sentir por ti a mesma coisa... - disseste com uma lágrima no olhar.

- Sempre gostaste de brincar - disse eu com um nó na garganta.

- Não chores agora, por favor - pediste, com um sorriso triste.

- Não...

- Eu tinha de dizer-te tudo isto, fosse em que altura fosse e em que dia fosse. E foi hoje.

- Mas porquê tantos desencontros? Temos estado tão perto um do outro e ao mesmo tempo tão longe. Porque é que a vida é tão cruel?

- Não sei.

- Podíamos ter ficado juntos. Podíamos ter sido felizes...

- Podíamos, dizes bem. Porque eu não tenho nada para te dar...

- ... - não consegui proferir uma palavra.

- Tenho de ir trabalhar. A minha hora de jantar já terminou. - disseste ao olhar para o relógio.

- Mas não jantaste...

- Tinha de falar contigo. E poderia não ter tempo noutro dia qualquer.

- Já vais, então..

- Sim...

 

Acompanhei-te até à porta e o nosso abraço repetiu-se, desta vez menos longo e mais suave. Ao ver-te sair tive a certeza de que, depois de tantos desencontros entre nós, um encontro como aquele não voltaria a repetir-se.

 

 

 

(Texto fictício escrito para a Fábrica de Histórias)

 

 

Leonor Teixeira

 

 




Sexta-feira, 8 de Maio de 2009
Perdas materiais

 

Há muitos anos, fui passar férias à Póvoa de Varzim com a mana e um grupo de amigos. Ficámos em casa de uma pessoa conhecida que morava perto da praia, no rés do chão de um prédio na avenida principal. Depois de uma noite de folia, acordei no dia seguinte e resolvi lavar a roupa que tinha usado bem como os ténis. Lembro-me que eram uns puma brancos que eu adorava e que, por sinal, se encontravam um tanto ou quanto sujos, não fossem as pisadelas que havia levado na discoteca. Depois de lavá-los, coloquei-os no parapeito da janela da cozinha que ficava virada para a avenida. O dono da casa, ao reparar no que que eu acabara de fazer, alertou-me para retirar os ditos ténis dali porque poderia passar alguém e roubá-los. Eu, incrédula, levei o aviso para a brincadeira e deixei-me ficar sentada no sofá da sala enquanto aguardava que as sapatilhas secassem. Como o calor era muito, dali a pouco tempo fui à cozinha e olhei através da janela. Abri a boca e soltei um 'não acredito!' que chamou toda a gente da casa para junto de mim. Os meus ténis favoritos não estavam lá! Tinham sido roubados! Quase chorei ao ouvir o meu amigo dizer 'eu avisei-te!'. Era tarde demais e nada havia a fazer a não ser lamentar o sucedido. Não ia conseguir recuperar os puma, por isso não adiantava chorar sob o leite derramado. Sim, porque a culpa tinha sido minha por não ter dado ouvidos ao meu amigo.

Como se não bastasse, no dia seguinte fomos à praia e decidi levar uma saia branca com flores às cores que eu adorava, tanto como aos ténis perdidos. Por cima da saia, uma camisola comprida. No final da tarde, depois de um dia de areia e mar, fomos à esplanada da praia comer um petisco e beber umas cervejinhas. Lembro-me de colocar a saia nas costas da cadeira e de ficar apenas com a t-shirt vestida, para que o sol queimasse as minhas pernitas magritas. A alegria era tanta que, depois de uma cervejinha, vai mais uma rodada e assim sucessivamente. Risada para aqui, gargalhada para acolá, foi-se aproximando o por de sol. Levantámo-nos e, de toalhas ao ombro, fomos em direcção a casa para nos prepararmos para jantar fora. Senti-me vazia, faltava-me algo. A saia! Onde estava a minha saia?

No dia seguinte, antes de irmos para a praia, fui perguntar ao senhor da esplanada se havia encontrado uma saia que, eventualmente e provavelmente, ficara nas costas de uma cadeira. A resposta foi 'não, menina'.

Chorei como uma criancinha mimada e os meus amigos ainda se riram de mim!

Em poucos dias, numas belas férias, perdi uma saia e um par de ténis. Inacreditável!

Culpa minha, claro! Só não perdi a cabeça, porque estava agarrada ao pescoço.

 

 

 

(Texto baseado em factos verídicos para a Fábrica de Histórias)

 

 

Leonor Teixeira

 

 


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Quarta-feira, 29 de Abril de 2009
De um Amigo Encantado

 

 

Um mimo de encantar vindo de um amigo encantado... o meu amigo José A.

 

 

 

 

E das palavras cultivadas num vaso adornado de um imaginário ininterrupto, brotou uma amizade encantada que cresce a cada dia... qual passarinho que poisa em redor de uma taça pintada de sonhos... há um companheiro por perto que abre as asas para o abraçar ...

É uma dança de afecto que se estende numa nuvem...

 

Obrigada pela amizade que conseguimos construir, querido José...

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me:
a música que estou a dançar: Hallelujah de Alexandra Burke
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Terça-feira, 21 de Abril de 2009
Dança, Sonho Meu

 

 

 

O meu sonho era dançar até sempre. O sonho da dança ritmada dos corpos, dos movimentos suavemente compassados e incessantes. Estender-me num palco de emoções corporais, soltar-me por entre uma agitação lenta dos sentidos. Elevar-me na fantasia das pulsações harmoniosas de uma dança eterna. Levitar.

Mas o destino não quis e ainda hoje choro pela ausência da dança, sonho meu.

Sonhar a dança, existir na dança, viver a dança. Perdi-a, mas continuo a sonhá-la. Não lhe pertenço, mas ela existe em mim. Deixei de vivê-la mas subsiste cá dentro, bem no fundo da minha alma.

E pela perda desta essência de mim, por este sonho que não alcancei... não sei se existo ou se existi, não sei se estou viva ou se morri...

 

 

(Texto criado a partir de um poema elaborado em 3 de Novembro de 2007)

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: com vontade de dançar
a música que estou a dançar: A bigger plan de Lulla Bye
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Domingo, 12 de Abril de 2009
O meu Amigo José fez anos ontem

 

O meu desejo de feliz aniversário surge tardiamente, meu querido amigo José, mas estou aqui e agora para te deixar este miminho. Acredita que não te esqueci naquele que foi mais um dia especial para quem considero um grande homem, um grande amigo, um verdadeiro sobrevivente. Tu, José.

Atrasados, mas...

 

 

Espero que o teu dia tenha sido preenchido com tudo de bom que mereces. Miminhos, prendinhas boas, abracinhos apertados e muitos, mas muitos sorrisos... Tudo na companhia de quem amas.

Muito obrigada pela tua amizade, que tem sido tão importante para mim... Conhecer-te foi uma pedra preciosa que encontrei no meu caminho...

Sê feliz, meu querido Amigo!

 

 

Leonor Teixeira

 

  


sinto-me: a festejar o dia de ontem
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Quarta-feira, 8 de Abril de 2009
Praia, aí vou eu!

 

 

 

Vou estar ausente por uns dias. Apesar do sol querer esconder-se nestes dias que se aproximam, o destino escolhido foi esta praia que amo e me traz saudade. Preciso respirar o mar, sentir os pés na areia e absorver aquele cheirinho do iodo que me acalenta a alma.

 

 

 

 

 

 

E nada melhor do que ter a companhia da mana nesta deliciosa viagem.

Desejo que a Páscoa vos traga muitas amêndoas doces. Os meus amigos mais queridos vão comigo no coração...

Até à minha volta.

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: livre
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Terça-feira, 7 de Abril de 2009
O meu quarto não tem tecto

 

Pinto de azul as paredes do meu quarto sem tecto. Consigo alcançar a lua que espreita envergonhada por entre as estrelas. Fecho os olhos e adormeço num sono ofegante. Há nuvens brancas que descem até ao meu leito e dançam junto do meu corpo inquieto. Sinto uma tranquilidade mágica. Há palavras sagradas que entram sem pressa e unem-se no espaço vazio. Constroem-se versos encantados que esvoaçam em meu redor. Surges do céu devagar e procuras-me suspenso no ar. Chamas por mim em silêncio e distribuis-me sorrisos escondidos. Não consigo ouvir-te, não consigo ver-te, mas sinto-te perto. Consegues encontrar-me, aninhas-me no teu colo e tocas-me num gesto de ternura. Respiras-me ao sabor de uma carícia e elevas-me num sonho teu.

Desvendo o meu segredo com um poema de afecto. É um manifesto guardado num tempo longínquo que se transforma em eco. Afastas-me numa angústia misteriosa e foges nas asas de um anjo. Perco-te no universo e vou em busca de ti. Há uma nuvem que me leva até ao firmamento. Grito o teu nome e lanço-te mensagens de saudade. Mas tu não me ouves. Voas até ao infinito e ficas do outro lado do céu que nos separa.

 

Sonhei contigo esta noite. Acordo de alma rasgada e teimo em ficar na fantasia do aconchego das almas. É um encontro que não se repete. Olho-me e estás ali, do outro lado do espelho, reflectido em mim. Mas tu não me vês.

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: a sonhar contigo
a música que estou a dançar: Nobody knows de Pink
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Sábado, 4 de Abril de 2009
Viagem

 

Desperto de uma vida sem sentido e saio. Há esperanças e enganos que se chocam. Tenho de ir. Levo comigo uma vontade incessante de agarrar aquela estrela, senti-la com a força que trago cá dentro.

Perco-me na urgência de partir e embarco numa viagem alucinante dos sentidos. Percorro caminhos a uma velocidade sem limites e respiro o aroma que me leva até ao mais ínfimo dos lugares. Há estradas sem fim. Viajo sem rumo, vou até ao desconhecido e alcanço o que tenho por descobrir. Paro num lugar sereno e saboreio cada momento doce. Seguro nas minhas mãos aquele pedaço de estrela que se aproxima lentamente. Guardo na minha alma o silêncio que chega até mim delicadamente. Sinto uma luz que toca o meu corpo frágil. É tudo tão suave.

Deixo-me ir nessa viagem sem direcção. Sinto-me transportar para um mundo que se depara tão perto de mim. Afasto-me do que não quero e fico mais próxima do que preciso perdidamente. Quero ir e não paro. Vou e não volto. Caminho lado a lado com as cores do arco-íris. Ergo os braços, grito num suspiro eterno e contemplo a essência da vida.

 

Acordo e sinto-me vaguear. Olho os retratos espalhados pela casa. Há um sorriso em cada um deles. Deixo-me ficar.

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: a viajar
a música que estou a dançar: Roads de Portishead
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Quarta-feira, 1 de Abril de 2009
Mar Nosso

 

 

 

Foste o meu verão, foste o meu agosto, apesar de nada mais do que palavras. Findou o agosto e perdeu-se a magia de nós. O setembro trouxe consigo a desilusão e o outono chegou com o sonho perdido no tempo. Naquele fim de agosto, no seu último dia, levei nas minhas mãos as tuas palavras e entreguei-as ao mar embrulhadas na areia. Levou-as com ele, mas não regressaram.

E naufraguei na minha perda de ti. Disse adeus ao mar e beijei a areia com a tua ausência. Ficaram pedaços de memórias, de pequenos mas tão grandes momentos.

Mas continuei a sonhar. Voei contigo entre o céu e o mar, sentimos o cheiro do horizonte, descobrimos a sua cor. Inventámos juntos aquela dança de amar e no nosso voo fomos livres, através dos tempos.

Sentei-me num rochedo e permaneci à espera. Esperei que a magia nos sustivesse sobre o mar e tornasse real a nossa liberdade para voar.

Mas não houve tempo para ti e para mim e ficou por descobrir a nossa dança na praia.

Agora, queria apenas que o destino me deixasse ficar junto do mar, trilhar areias, acordar e adormecer ao som das ondas, contemplar o amanhecer, o entardecer, absorver o anoitecer.

Hoje, gostaria que a vida me deixasse fazer do sol meu protector e da lua minha confidente, acordar de alma apaziguada e adormecer serena, aquietada.

Queria que o tempo me deixasse respirar oceanos, mergulhar nas suas águas, envolver-me nessa essência majestosa.

Aí, sim. Nesse lugar, sentiria a plena liberdade...

 

 

 

(Texto fictício, baseado na minha poesia, para a Fábrica de Histórias)

 

 

Leonor Teixeira

 

 


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Quarta-feira, 25 de Março de 2009
Um dia no Futuro

 

 

"Querido Diogo,

 

A tua filha visitou-me ontem. Já não nos víamos há longos anos e pareceu-me razoavelmente bem. Refeita da dor pela tua perda, trazia consigo um suave sorriso no rosto. Deu-me um abraço longo e apertado. Olhámo-nos em silêncio durante largos minutos.

É parecida contigo e está mais bonita do que nunca. Está prestes a entrar nos cinquenta, mas aquele aparelho rejuvenescedor que comprou há uns tempos devolveu-lhe uns bons anos de vida.

Sentámo-nos a conversar sobre o passado e o presente durante horas infindas. O futuro ficou por falar.

O mundo está diferente, muito diferente.

A natureza mudou de cor e o sol já não brilha. O verde transformou-se em cinzento e o branco ficou preto. Os rios secaram e a areia da praia desapareceu. Sentamo-nos no passeio da avenida para ver um mar que já não é azul. Já não há nascer nem por de sol e o vento sopra mais forte todos os dias.

As casas não têm janelas e as portas são blindadas. Parecem naves espaciais. Os utensílios domésticos foram substituídos por autómatos.

As pessoas têm medo de sair à rua e levam consigo uma arma de defesa quando saem para o emprego que escasseia a cada dia. Vivem dos rendimentos conseguidos ao longo dos anos e assim vão comprando máquinas e mais máquinas.

Os carros foram substituídos por avionetas de alta categoria e o trânsito na estrada diminuiu. A toda a hora se vêem pequenos aviões no ar a deslocarem-se de um lado para o outro. Os frequentes acidentes rodoviários deram lugar a acidentes aéreos.

Os pobres estão cada vez mais pobres, vivem na extrema miséria. Os ricos têm fortunas avultadas e os razoavelmente bem na vida conseguem obter, tardiamente, aparelhos e acessórios de alta tecnologia como uma ajuda preciosa para o dia a dia.

As guerras entre os povos continuam. A ganância sobrepõe-se aos valores, como sempre foi. Isso não mudou. É a ausência repugnante da razão e da justiça.

E o planeta estremece.

É este o mundo que temos hoje. Avançado por um lado, retrógrado por outro. O avanço desmedido derrubou a natureza e tudo perdeu o seu brilho. A ambição levada ao extremo abalou as nossas vidas.

Tenho saudades dos tempos em que tudo era normal apesar de que, nessa altura, o mundo já começava a entrar num desequilíbrio total. 

As minhas pernas estão cansadas, mas a minha sanidade mental mantém-se e ainda consigo escrever com a minha letra certinha e arredondada. Sabes que já ninguém escreve à mão?

Está na hora de finalizar este manuscrito. Vou enviar-to por um anjo.

Acreditas que o meu coração ainda bate por ti? Já ninguém ama assim, porque os sentimentos também mudaram. As pessoas estão frias e já não há gestos de ternura.

Lembras-te quando nos vimos pela última vez? Foi há uma vida, mas nesse tempo o sol ainda brilhava. Apesar dos nossos desencontros, havia luz. Agora, é tudo tão sombrio.

As notícias dizem diariamente que o mundo está prestes a acabar.

Calculo que no lugar onde te encontras o ar seja ameno e o ambiente sereno.

Ainda esperas por mim? Tenho tanto para te contar.

 

Tua até sempre.

 

Beatriz"

 

 

Levantou-se com dificuldade nos seus noventa e um anos e, apoiada na sua bengala, dirigiu-se ao quarto. Deitou-se na cama e fechou os olhos num sorriso de saudade. Deu um beijo à carta que escrevera e apertou-a de encontro ao peito.

Lá fora, um ruído ensurdecedor no ar e um silêncio assustador em terra. As ruas estavam desertas e o céu não tinha lua.

 

 

 

(Texto fictício escrito para a Fábrica de Histórias)

 

 

Leonor Teixeira

 

 


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Terça-feira, 24 de Março de 2009
Nenúfar

 

 

 

Hoje a minha alma tem frio e sonha...

 

Pincelo as minhas asas com as cores do arco-íris... dispo este véu que encobre a minha liberdade e consigo voar... poiso num lago de nenúfares...

 

 

 

 (imagem retirada daqui)

 

 

 

Respiro o seu perfume...

...e nesta magia tão serena aqueço a minha alma...

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: de alma vazia
a música que estou a dançar: Butterflies & Hurricanes de Muse
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Sábado, 21 de Março de 2009
Um novo Encontro

 

Ontem voltei a vê-lo.

Acenou sem sorrisos. Olhei para trás e não vi ninguém.

Lá fora, o sol aquecia o parque de estacionamento.

Vi-o conversar com pessoas encontradas ao acaso. Observei-o através da vidraça sem ninguém perceber. Tive vontade de correr a abraçá-lo, olhá-lo de perto, sentir o seu cheiro, sorrir com ele.

Peguei num cigarro e fui até à porta de entrada num passo apressado. Quando cheguei, estava apenas o lugar que deixou ficar. Foi tudo tão breve.

O vento soprou, uma nuvem vinda do horizonte aproximou-se e o sol ficou pálido.

Fumei o cigarro num gesto voraz e voltei para dentro.

 

Trago um grito contido bem dentro de mim.

Volto atrás no tempo e cruzam-se as imagens de nós. Ecoam as palavras ditas e as que ficaram por dizer, revejo o que fomos e o que não chegámos a ser. Torno a imaginar o que poderíamos ter sido.

Aperta a saudade mas o telefone não toca. Permaneço à espera, envolta neste silêncio que persiste em ficar.

 

 

Leonor Teixeira

 

 


a música que estou a dançar: By your side de Sade
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Quinta-feira, 19 de Março de 2009
Dia da Mana

 

 

 

 

 

 

A minha muito querida amiga Ónix faz anos hoje.

Este dia tem pouco ou nenhum valor para a minha irmã Guida, porque significa mais um ano vivido e outro a menos por viver. Mas o importante é que estamos aqui e os laços que nos unem não deixam enganar...

 

Feliz aniversário, mana!!!

Aquele abraço...

 

Adoro-te...

Forever... 'til the end of time...

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: mana
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Quarta-feira, 18 de Março de 2009
Uma prenda com néctar

 

 

 

 

 

Este mimo florido só podia ter vindo do dono do blog Pensando Bem..., o meu querido amigo José, que nunca se esquece de mim...

Já esgotei as palavras de agradecimento a quem tem sido um verdadeiro amigo...

E porque o José floreou os cantinhos que eu também acho que têm néctar, ofereço esta prendinha a uma amiga recente.

 

 

Maria das Quimeras

 

 

Abraço a todas as abelhinhas que vêm buscar néctar à nossa flor.

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: às cores
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Terça-feira, 17 de Março de 2009
Primavera

 

Há pressa no quintal da casa da minha mãe.

As flores do canteiro teimam em desabrochar. A terra insiste em secar depois da rega invernosa. Na flor de laranjeira que brota, poisa uma abelha em busca de néctar. Há um aroma fresco espalhado no ar.

No varão, a roupa estendida esvoaça e enxuga ao sabor da aragem matinal. Abrem-se as janelas de par em par e afastam-se os cortinados para o sol entrar. Arrastam-se móveis, lavam-se paredes, mudam-se as cores do cenário do lar.

Os gatos vadios miam no telhado e lutam por um lugar quente.

Os velhinhos passeiam na avenida e sentam-se nos bancos do jardim das rosas. Enquanto recordam tempos de outrora, crianças brincam no parque e soltam gritos de alegria.

No final da tarde enchem-se as esplanadas, há conversas amenas e lançam-se sorrisos no ar. Preparam-se caminhadas, planeiam-se viagens, fazem-se as malas para passear.

Os patos chapinham nas águas do rio. Esperam pelo pão de quem se debruça para os alimentar.

Os namoros florescem, multiplicam-se os beijos, cresce a vontade de dar e receber. 

À noite, trocam-se afectos na pérgula. É tempo de amar.

Cheira a lilases dentro da casa da minha mãe.

À porta, respiro a Primavera que nasce.

 

 

 

(Texto escrito para a Fábrica de Histórias)

 

 

Leonor Teixeira

 

 




Sábado, 14 de Março de 2009
Encontro

 

Encontrei-o ontem.

Tive vontade de abraçá-lo, mas os nossos olhares cruzaram-se e escaparam um do outro. Enquanto estava ali, tão perto de mim, contemplei-o num disfarce veloz na esperança de alcançar um sinal. Por breves instantes acreditei que aquele seria o momento. Mas a frieza aparente repetiu-se e o silêncio triunfou.

De uma luta incessante num passado recente, restou a ausência de alguém que manifestou por palavras o que deixou de demonstrar em gestos.

Ainda hoje lembro com saudade aquele fim de tarde de verão. Consigo escutar a sua voz como se fosse agora: 'Estar aqui é um sonho tornado realidade'.

Recordo o seu olhar raso de água, a lágrima que ficou por cair e me fez chorar. Vem-me à memória a história que inventámos para nós, o que deixámos por viver, a fantasia que criámos e que ficou por cumprir.

Na tentativa de esquecê-lo, sinto a magia do nosso segredo e a falta que me faz.

Encontrei-o ontem. Suspendeu-se a vida e o meu mundo ruiu.

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me:
a música que estou a dançar: I don't love you de My Chemical Romance
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Sexta-feira, 13 de Março de 2009
Feiticeiras

 

Não tinha nome, mas chamavam-lhe Maria.

Durante o dia sentava-se junto à fonte da praça central da aldeia. As pombas poisavam-lhe aos pés ao final da manhã e ela sussurrava como se falasse com elas, enquanto lhes estendia a mão com restos de fruta caídos no chão.

O rosto coberto por um manto branco, apregoava o feitiço e tentava pegar na mão de quem passasse por ela. Ninguém lhe conhecia as feições, apenas a sua voz doce e as mãos enrugadas que sobressaiam do longo vestido que lhe cobria o corpo.

Recolhia-se ao anoitecer. Caminhava bastante até chegar ao seu destino, uma cabana feita de ébano escondida no bosque.

No seu interior, sombras femininas sentadas à volta da mesa falavam em tom de voz vinda do além e uniam as mãos invisíveis. Uma bola de cristal centrava os seus olhares vagos. Cruzavam-se murmúrios no silêncio da noite e os fantasmas batiam à porta.

Por entre a magia, pedaços de vida juntavam-se expostos em cima da mesa redonda. Bisavós, avós, mães, filhas, netas e bisnetas geradas pela vida, destinos cruzados pelo sabor do tempo. Famílias construídas de batalhas de glória pelo suor transbordado de amor e dedicação.

Acima da mesa, mulheres vestidas de negro deambulavam os corpos numa encruzilhada. Às costas, sacos carregados de lições de vida. Trabalhos árduos, abandonos, solidões. Filhos ensinados e acarinhados, antepassados amados sem qualquer condição.

Maria sentou-se no lugar vazio e ergueu os braços, fechou os olhos e deixou soltar um gemido. Sentiu a presença de quem já partira, cúmplice da sua libertação. Um sopro vindo de perto foi de encontro ao seu rosto.

Levantou-se, arrumou o lar e banhou-se na tina. Deitou-se no leito e adormeceu com a lua cheia a iluminar-lhe o rosto fatigado. 

No dia seguinte Maria despertou, entregou-se às lides da casa e vagueou em direcção à aldeia. Sentou-se junto à fonte sob o sol que aquecia a praça. As pessoas passavam como em outro dia qualquer.

Uma mão tocou-lhe no ombro e Maria sentiu-se levar para outro lugar.

Uma pomba veio ao final da manhã e poisou na fonte. No chão, o manto branco marcava a ausência de uma feiticeira sem nome.

 

 

 

(Texto fictício escrito para a Fábrica de Histórias)

 

 

Leonor Teixeira

 

 


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Quarta-feira, 11 de Março de 2009
Verdadeiro ou Falso - parte II

 

Ora então, toca a dizer a verdade sobre o que foi mencionado no post anterior. E não houve pontaria!

 

 

1 - Adoro andar de avião - Mentira. Tenho pavor! Andei uma vez e jurei para nunca mais. A partir do momento em que o avião descolou, fiquei muda até ao fim da viagem que durou uma hora e meia. Ia branca como a cal e tive aquela sensação de quando bebemos uns copos e a coisa corre mal, sabem? E como se não bastasse, no fim de aterrarmos, andei surda durante uma hora por causa da dor de ouvidos com que fiquei à conta da pressão atmosférica.

 

2 - O meu animal preferido é o chimpanzé - Verdade. Adoro chimpanzés, pura e simplesmente. Só falta falarem.

 

3 - A polícia nunca me mandou parar o carro - Verdade. Com tantos anos de carta, nunca fui apanhada pela bófia na estrada. Quase inacreditável, mas pura realidade.

 

4 - Sou alérgica aos gatos - Verdade. E sou mesmo, com muita pena minha. Não posso pegar-lhes ao colo, porque corro o risco de ter um ataque de asma.

 

5 - Adoro sopa de feijão verde - Mentira. Gosto de sopa, mas não suporto a de feijão verde. Quando o dito feijãozito está a ser cozido, só o cheirinho me dá náuseas. Vá-se lá saber porquê!

 

6 - Sou louca por sapatos - Mentira. Não gosto de sapatos e não uso. Tão simples quanto isso. Adoro botas e botifarras, ténis e sapatilhas, chinelos e chinelas. Tudo, menos sapatos.

 

7 - Já estive internada duas vezes no hospital - Verdade. Há seis anos, fiz ruptura do menisco e do ligamento lateral interno e tive de ir à faca. Há dois anos,  tive uma infecção respiratória que me atirou para uma cama de hospital. Foi um cagaço e tanto!

 

8 - Já fui vocalista de uma banda de rock - Verdade. Fui mesmo, quando andava no liceu. Com direito a concerto no ginásio da escola e tudo! Foi uma pilha de nervos desgraçada! De tal forma, que desafinei por tudo quanto era lado e ainda fui gozada pelos meus amigos!

 

9 - Não me desenrasco na cozinha - Verdade. Sou um autêntico desastre na cozinha! Os ingredientes cruzam-se no ar antes de caírem na panela! Até saltam p'ra cima de mim! Eu assumo. Vergonha? Não tenho.

 

 

Verdades ditas, Mentiras divulgadas!

Venham mais desafios! Adoro, adoro, adoro!

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me:
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Sábado, 7 de Março de 2009
Verdadeiro ou Falso?

 

O desafio que o José A me lançou está o máximo. Tenho de dizer 6 verdades e 3 mentiras sobre mim. E aqui estão elas:

 

1 - Adoro andar de avião

2 - O meu animal preferido é o chimpanzé

3 - A polícia nunca me mandou parar o carro

4 - Sou alérgica aos gatos

5 - Adoro sopa de feijão verde

6 - Sou louca por sapatos

7 - Já estive internada duas vezes no hospital

8 - Já fui vocalista de uma banda de rock

9 - Não me desenrasco na cozinha

 

Adivinhem lá as minhas 3 mentirinhas piedosas!

 

Quem passar por aqui e ainda não foi desafiado, passa a estar.

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: um kadinho aldrabona
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Quinta-feira, 5 de Março de 2009
Uma viagem inesquecível

 

Trago na palma da mão um bilhete de regresso ao meu passado.

Entro no comboio vindo do outro lado da vida, fecho os olhos e viajo através dos tempos. Percorro a alegria da minha infância, a rebeldia da minha adolescência, a turbulência da minha (i)maturidade.

 

Vou ao encontro de um baú de memórias guardadas, escondido junto à árvore que assinala o meu percurso, na estrada que me foi estendida para caminhar. Em volta, um prado coberto de esperança onde plantei abraços e ternuras. Converso com a árvore que se mantém de pé. Tem nomes marcados que ficaram para sempre.

Desenterro os meus segredos e faço deles uma festa. Chamo pelos meus fantasmas e envolvo-me com eles num baile mágico. Acendemos uma fogueira, damos as mãos e juntos cultivamos raízes de afecto.

 

Revivo os sorrisos de quem me deu à luz, de quem se uniu a mim em laços de sangue, de quem cresceu comigo lado a lado. Sentados no campo, abrimos o álbum de recordações num gesto de saudade.

Reencontro os rostos das crianças com quem brinquei. Repetimos tudo numa roda viva ao sabor de risos e gargalhadas.

Revejo quem me fez sorrir, quem ouviu a minha voz, quem me deixou chorar e ajudou a secar as minhas lágrimas. Deitamo-nos por entre as flores campestres e libertamos beijos de carinho.

Volto a encontrar os amores que vivi, os amigos que conquistei e os que perdi. Sorrio para eles e eles para mim.

Tropeço em quem um dia me agarrou na mão, leu o meu destino e me deixou escapar. Fico parada a admirar esse alguém, enquanto me lê as linhas marcadas na palma da mão que lhe estendo.

Relembro o que me amedrontou e o que me fez vencer o medo. Vou ao encontro dos momentos em que fui eu e dos que me fizeram ser quem sou.

 

O prado gira vestido de branco e eu rodopio com ele ao som da música que toca sem parar. Poiso nos lábios a rosa que alguém me deixou, seca pelo tempo, guardada no baloiço onde ensaiei aquela dança. Ouço os aplausos ao bailado que foi meu também.

 

E a árvore mantém-se de pé. Solto murmúrios e deixo-lhe um beijo.

 

Entro no comboio vindo do lado de cá da vida, espreito pela vidraça que separa o hoje do ontem e espero pela chegada ao meu destino. Enquanto embalo nesta jornada de regresso ao presente, declaro ao meu passado que fui feliz nesta viagem. Porque foi a minha viagem. Um bilhete de ida e volta que guardo na minha mão.

 

 

 

(Texto fictício escrito para a Fábrica de Histórias)

 

 

Leonor Teixeira

 

 




Quarta-feira, 4 de Março de 2009
Troféu do Amigo

 

MUITO obrigada, José, por mais um carinho... mas este é bem especial. Para além da amizade que tens demonstrado ao longo dos últimos tempos, este é um verdadeiro símbolo de afecto.

 

 

 

 

Quero retribuir este troféu de amizade a quem o fez chegar até mim. A ti, José.

 

E porque o José ofereceu esta prendinha de amizade à minha muito querida Ónix, vou embrulhar este troféu em laços de carinho e fazê-lo voar até junto daquele que é o amigo que está na minha alma... sonoesonho.

 

 

Beijinhos a todos os que merecem uma amizade genuína...

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me:
a música que estou a dançar: Beautiful de Marillion
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Terça-feira, 3 de Março de 2009
Um prémio sorridente

 

A minha muito querida amiga Ónix ofereceu-me esta prendinha tão fofa...

Sabes que eu adoro bonecos... os nekinhos, como eu costumo dizer, não é manuska?

E porque as nossas vidas devem encher-se de sorrisos, agradeço-te o carinho com a retribuição deste mimo tão querido...

 

 

De mim para ti, Ónix, um sorriso daqueles especial...

 

Forever... 'til the end of time...

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: a sorrir para a minha manuska
a música que estou a dançar: Beautiful de Marillion
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Segunda-feira, 2 de Março de 2009
Ontem e Hoje

 

Ontem, adormeci com medo. Hoje, acordei com uma sensação de nada.

Ontem, o meu pensamento estava em grande agitação. Hoje, sinto angústia mas o vento não sopra.

De ontem para hoje não sei o que perdi, mas sei que ganhei uma razão.

E da perda e da conquista que não consigo decifrar, ficou um vazio cheio daquilo que ainda não sei...

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: na incerteza
a música que estou a dançar: Glory box de Portishead
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Domingo, 1 de Março de 2009
Danças em Silêncio

 

 

 

 

 

O percurso dos nomes que atribuí ao meu blog. O meu cantinho, que está quase a fazer um ano e quatro meses de vida. Porque um nome tem uma história. Porque tem um significado. Porque há sempre uma razão. Porque é o meu blog. Porque faz parte de mim. Porque sou eu.

 

 

Sonhos Sem Asas, realidades de uma sonhadora

Porque existem sonhos que se conquistam e se perdem e assim fui declarando a minha verdade.

 

Danças em Silêncio, quando o silêncio da alma é a minha dança

Porque a alma não fala e eu quis partilhar o meu sentir através de palavras até então silenciadas.

 

Aqui Sou Feliz, porque quando escrevo, danço e quando danço sou feliz

Porque quis deixar escrito que quando estou aqui, comigo própria e convosco, esqueço o mundo lá fora.

 

Aqui Sou Feliz, a dança das palavras ao sabor da minha alma

Porque quis manifestar o meu querer, a minha vontade, os sentimentos e momentos que guardei.

 

Bola de Sabão, a dança das palavras ao sabor da minha alma

Porque é o querer ser criança até sempre. É construir um sonho que se desfaz. É uma fantasia que renasce. É o que escrevi aqui.

 

E fica: 

 

Danças em Silêncio, a dança das palavras ao sabor da minha alma

Porque é aqui que a minha alma voa através das palavras que dançam sem voz.. É o abrir o baú dos meus sentidos por entre este silêncio mágico...

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: em constante mudança
a música que estou a dançar: Roads de Portishead
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Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009
Máscaras de vida

 

 

 

 

 

Sara era executiva numa empresa da área de publicidade localizada numa agradável cidade provinciana. Bem sucedida na vida, morava numa imponente vivenda primorosamente decorada e com um amplo espaço verde no exterior, onde predominavam árvores de frutos variados em volta de uma aprazível piscina.

Logo pela manhã e depois de um duche para despertar, tinha por hábito tomar um delicioso pequeno almoço e preparar-se minuciosamente para mais um dia de trabalho.

Bonita e sempre vestida com um bom gosto invulgar mas discreto, a sua postura social era perfeita. Constantemente em reuniões de negócios, encantava os presentes com discursos inteligentes e persuasivos.

Ao final do dia, aquando da sua chegada a casa, tinha sempre o jantar preparado pela empregada doméstica, mulher de sua inteira confiança. A mesa de refeições encontrava-se diariamente bem ornamentada, onde lhe eram servidos cozinhados tentadores.

No fim da refeição, Sara subia até ao quarto sito no primeiro andar da casa. O jacuzzi colocado no meio da espaçosa casa de banho privativa era o seu local preferido para relaxar de um dia repleto de responsabilidades.

Naquela noite fria de Dezembro e depois de aliviada a tensão profissional através de um longo banho com sais perfumados, abriu o roupeiro com um espaço desmedido onde se encontravam, de um lado os seus conjuntos clássicos de muito bom gosto e do outro vestidos ousados e com cores berrantes, próprios para noites de luxúria excessiva.

Escolheu o encarnado, bem decotado e curto, que fazia sobressair as sua longas e bem delineadas pernas. Optou por umas botas pretas de cano e tacão exageradamente altos, que calçou por cima de umas meias rendilhadas em tons vermelho e preto.

Sentou-se frente ao espelho situado a um dos cantos do quarto e colocou uma longa cabeleira loura. Alongou as pestanas com rímel preto, cobriu as pálpebras com sombras lilás e azul e pintou os lábios de vermelho vivo. Finalmente, colocou umas unhas postiças encarnadas e compridas.

O telefone tocou por diversas vezes, mas Sara não atendeu. Do lado de lá, alguém deixou uma mensagem no voice mail:

'Olá, Sara. É o Miguel. Calculo que não possas atender, porque provavelmente tiveste mais uma reunião de negócios pós laboral. Não achas que andas a trabalhar demais? Escuta... almoçamos amanhã? Beijo'.

Sara desceu a escadaria imponente e parou no hall de entrada, vestiu o casaco de pele preto e saiu de casa. Dirigiu-se à garagem onde estavam estacionados dois carros, um que costumava levar para o emprego e outro que utilizava para se deslocar pela noite dentro.

Conduziu até àquela cidade que ficava a bastantes quilómetros de sua casa e estacionou na avenida que lhe era totalmente familiar. Andou quinhentos metros e parou no local habitual, onde algumas outras mulheres exibiam os seus corpos seminus e se ofereciam ao primeiro homem abastado que parasse em qualquer veículo luxuoso.

Pouco tempo depois de Sara ter chegado, um carro aproximou-se e estacionou junto ao passeio. Do seu interior, conseguia ver-se apenas uma mão que apontava na sua direcção e Sara caminhou até lá, entrou no carro e disse:

- Sou a Verónica. Conheço uma hospedaria perto daqui. Podemos ir até lá.

- Esta voz é-me familiar...

O homem que se encontrava ao volante olhou para Sara e incrédulo deixou soar um nome.

- Sara...?

- Miguel...? - ela pronunciou o nome dele num tom de voz trémulo.

Sara baixou a cabeça e sem conseguir proferir uma palavra saiu do carro. Miguel arrancou em alta velocidade.

 

 

 

(Texto fictício escrito para a Fábrica de Histórias)

 

 

Leonor Teixeira

 

 




Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009
Sean Penn

 

 

 

 

 

Sean Penn.

Merecedor do óscar da academia para melhor actor. Não posso pronunciar-me sobre o filme 'Milk', porque ainda não o vi. Mas posso dizer que este é, sem dúvida, um dos melhores actores de sempre. Ou não o tivesse visto numa interpretação inigualável em 'Mystic River', um drama fabuloso de 2003 que o levou a ser galardoado, também, como melhor actor principal.

Um talento grandioso!

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: ansiosa para ver o 'Milk'
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Domingo, 22 de Fevereiro de 2009
10 Prazeres Gratuitos

 

Como tenho passagem obrigatória nos blogs dos meus amigos Ónix e José A, agarrei no desafio que encontrei por lá e agora tenho de dizer dez coisas que me dão prazer. E de borla, ainda por cima!

 

 

  1 - Divertir-me com os meus amigos e rir até mais não

  2 - Ouvir música e esquecer que o mundo existe

  3 - Escrever o que sinto e o que bem me apetecer

  4 - Dançar em qualquer lugar aquela música que chama por mim

  5 - Dar abraços grandes e longos às pessoas de quem gosto mesmo

  6 - Ver um filme que me desperte a atenção do princípio ao fim

  7 - Dormir de manhã no silêncio a que tenho direito

  8 - Sentir-me livre de obrigações e responsabilidades

  9 - Sentir a água do duche com o aroma do gel de banho por tempo indeterminado

10 - Sentir os pés na areia, olhar para o mar, nadar e 'fazer golfinhos', tudo com muito sol à mistura e com aquele cheirinho do iodo que faz bem à alma...

 

 

Faltam aqui alguns, mas não se podem quebrar as regras.

E vou fazer como os meus amigos. Não vou passar o desafio a ninguém. E como alguém disse, 'quem quiser que o leve'!

 

Levem-no, porque isto dos desafios é mesmo muito giro!

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: com vontade de não fazer nada
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Sábado, 21 de Fevereiro de 2009
Bola de Sabão

 

 

 

 

 

Um sonho que se constrói e se desfaz. E outro nasce.

Um desejo que se conquista e que se perde. E outro surge.

Uma fantasia que se inventa e que escapa. E outra que se cria.

É ser criança até sempre com as cores do imaginário.

O azul é a cor do céu e reflecte-se no mar.

E as palavras dançam pintadas de azul em forma de bola de sabão.

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: colorida
a música que estou a dançar: I believe I can fly de Seal
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Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009
Conversas do destino

 

Teresa e António eram vendedores de rua e viviam numa caravana, onde criavam peças de artesanato cujo resultado final era perfeito.

De verão, armavam a banca em cada praia do litoral alentejano. No inverno, qualquer cidadezinha do interior era cenário para a venda dos seus trabalhos.

António era alto, moreno e bem constituído, bonito e de olhos claros. Teresa era de uma beleza invulgar, não fossem os seus traços orientais em conjunto com os cabelos longos e olhos negros.

Sempre de bem com a vida, eram dois jovens sonhadores e lutadores.

Descalços e com trajes de linho, caminharam até à praia e sentaram-se na areia naquele fim de tarde soalheiro.

 

- Acreditas no destino, amor da minha vida? - perguntou ela a olhar para o mar.

- Não, meu amor. Acredito que somos nós que traçamos o próprio destino - respondeu ele com ternura.

- Pois eu creio que tudo tem um significado.

- É a vida que nos concede o direito de escolha. Para mim, esse é o significado de estarmos aqui.

- Não acreditas, então, que tudo nos é destinado. Sejam coisas boas ou menos boas.

- Acredito que nós é que escolhemos o caminho para alcançá-las, independentemente se são para o bem ou para o mal.

- Não achas que há uma força superior que nos faz tomar certas e determinadas decisões?

- Não creio. Acredito, sim, que as nossas decisões são fruto do que pensamos e sentimos.

- Mas nem sempre o que sentimos é o que queremos para nós.

- Por isso mesmo temos aquelas fases de turbilhão, onde se misturam os sentimentos, o que queremos e não queremos e o que pensamos que devemos ou não fazer.

- Tens razão, meu querido. Mas eu penso que tudo isso vem por força do destino. É ele que faz com que sigamos por este ou por aquele caminho.

- Aceito a tua opinião e compreendo o teu sentir, mas não estou de acordo. Nós escolhemos a estrada a percorrer, seja certa ou errada.

- Eu respeito a tua forma de pensar, mas... - Teresa hesitou.

- Mas...? Fala, meu amor - António olhou para ela com carinho.

- Acreditas que nos cruzámos por acaso?

- Não por acaso, mas ficámos juntos porque nós quisemos e não por decisão do destino.

- Então se concordas que não foi por acaso, é porque acreditas em algo...

- Acredito em nós e na vida a que nos propusemos.

- Mas a nossa vida a dois foi um salto para uma aventura sem limites...

- Um acaso desmedido e inconsequente, mas com um final feliz.

- Há uma razão muito forte para tudo o que vivemos.

- Essa razão somos nós. Aquela que criámos a dois como se fossemos um só.

- Verdade. O que somos hoje é fruto de tudo o que partilhámos até aqui.

- Tudo o que partilhámos e tudo o que conseguimos construir juntos.

- Mas eu estou a falar de destino.

- E não foi esse o nosso destino? O que construímos para nós? Somos nós, então, a própria força desse destino em que tanto acreditas.

- Acredito plenamente que a nossa passagem por esta vida é uma continuação de outras tantas que já tivemos.

- Engano teu, no meu ponto de vista. A vida é somente e apenas uma.

- Para ti, meu amor.

- Para mim, sim. A teu ver, vivemos noutras épocas e temos mais vidas por viver... - António sorriu.

- Eu creio que quando nos cruzamos com alguém especial, é porque ficou alguma coisa por resolver entre ambos noutros tempos.

- Pura ilusão, a tua.

- Acredito que quando tudo acaba, tudo recomeça...

- Desculpa, amor da minha vida, mas admira a beleza que se nos depara neste momento... - António apontou em direcção ao horizonte.

- Meu amor, é o pôr do sol...

 

 

 

(Texto fictício escrito para a Fábrica de Histórias)

 

 

Leonor Teixeira

 

 


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Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009
Tudo e Nada

 

Por ti sinto tudo e o que não sei, contigo sinto tudo e sinto nada, sem ti não sinto nada e nada sei, o tudo e o nada são tudo o que não sei e o que te sinto...

Sinto-te através da lua, confidente que me escuta e compreende, que me ajuda a libertar dos meus fantasmas...

Sinto-te através do ribeiro que corre a meus pés, me dá água para matar a sede, aquela que tenho de ti...

Sinto-te através do chão que piso e me faz levitar, aquele que me deixa o teu cheiro para te respirar...

Sinto-te através daquilo que não sei, daquilo que te reconheço e não conheço, daquilo que te quero e te confesso...

Sinto-te e perco as palavras, fico muda. Olho-te e deixo de ver, fico sem luz. Suspiro-te e perco os meus sentidos...

Respiro-te, vivo-te, é o tudo e o nada, é o até sempre sentir-te...

Busco-te no teu lugar, trago-te até aqui, vivo-te por aí...

Guardo-te em cada espaço que te sinto, num sítio qualquer...

Sonho-te e caminho contigo de mãos dadas num compasso acertado...

Sento-me contigo na areia, navego contigo no barco que te inventei, no cenário de um mar que te criei...

Sinto-te e eternizo-me em ti, em tudo e em nada. E neste tudo e nada que não sei e que te sinto, perco-me em ti e perco-te a ti...

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: a sentir-te
a música que estou a dançar: Para sempre de Xutos
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Sábado, 14 de Fevereiro de 2009
16 Coisas sobre Mim

 

Desta vez, o desafio não me foi lançado por ninguém. Vi-o passar por aí e alguém que não conheço disse 'quem quiser que o leve'. E eu trouxe-o.

E esta brincadeira consiste em contar 16 coisas sobre mim e passá-la a quantas pessoas eu quiser.

 

 1

 

Nasci, cresci e moro no Ribatejo e a minha idade não digo. Posso apenas adiantar que ando pelos intes, intas ou entas. Adivinhem ou calculem!

 

 2

Sou solteira e prefiro ficar assim. O casamento é um passo para o divórcio (com todo o respeito aos casais felizes e aos menos felizes, atenção!). Nada melhor do que namorar!

 

 3

 

O meu sonho profissional era dança contemporânea. Acabei como administrativa num serviço de urgência de uma unidade hospitalar. Por acaso, tem tudo a ver.

 

 4

 

Sou extrovertida, mas às vezes nem por isso. Quando não estou à vontade, só me apetece é fugir!

 

 5

 

Sou altamente despistada e desastrada. Tanto que, quando ando a pé na rua, chego ao ponto de conseguir 'abraçar' os postes de electricidade e os sinais de trânsito!

 

 6

 

Sou magra, mas posso comer de tudo que não engordo. As pessoas têm a mania de me dizer 'ai, estás tão magra', frase que me põe os cabelos em pé!

 

 7

 

Sou doida por carne de porco à alentejana e não resisto a amendoins com tremoços. A junção dos dois sabores é fantástica! E com uma cervejinha, melhor ainda!

 

 8

 

A injustiça pôe-me 'doente'. Se pudesse, dava um murro na mesa e gritava em voz bem alta: Faça-se justiça! Depois, mudava o mundo.

 

 9

 

A presença de pessoas hipócritas, intriguistas e alcoviteiras dá-me volta ao estômago. Gente desta natureza devia ser banida da sociedade.

 

 10

 

Sou responsável e dedicada ao meu trabalho, mas dava tudo para sair daquele 'caixote' e trabalhar ao ar livre.

 

11

 

Todos os dias espalho incenso Nag Champa pela casa. Um aroma tradicional maravilhoso, que acaba com aquele cheirinho horroroso a tabaco que fica no ar. Mas continuo a fumar!

 

12

 

Adoro conduzir com a música em altos berros e cantar ao mesmo tempo. Mas passo-me dos carretos quando me aparece à frente uma abécula a conduzir a dez à hora!

 

13

 

Não consigo suportar hipermercados. Ir às compras, para mim, é um suplício e ficar tempos infindos na fila para pagar deixa-me 'desvairada'!

 

14

 

Não vivo sem escrever e sem ouvir música. Tenho uma aparelhagem na sala, outra no quarto, um rádio pequeno na cozinha e mais um na casa de banho. É normal?

 

 15

 

Sou louca por café. Ofereci uma máquina a mim mesma no natal, porque estava a ficar farta do sabor 'superficial' do café delta em saquetas e, ainda por cima, de microondas.

 

16

 

Continuo a ser criança, já lá diz a minha mãe. E a eterna romântica incurável, já lá diz a minha irmâ.

 

 

 

E tenho dito. Achei que 16 eram muitas coisas, mas não. Quem aceitar este desafio, pode ficar-se apenas pelas 6.

 

Vou, então, lançá-lo aos amigos que se seguem:

 

ónix

sonoesonho

José A

ninana

 

Vá lá, revelem-se!

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: podiam ser 32 coisas -:)
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Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009
Iupi! A Ónix gosta mesmo deste blog!

 

A minha muito querida amiga Ónix ofereceu-me esta prendinha tão deliciosa, que fiquei com a lagrimita no olho. Agradeço à minha maior amiga este mimo, que é muito mais do que um gesto de carinho. Obrigada por gostares mesmo do meu blog.

 

 

 

 

E porque existem pessoas especiais e blogs que eu gosto mesmo muito, vou dedicar este mimo a três espaços que visito sempre:

 

 

Livre Tango

 

 

O blog do meu muito querido sonoesonho, o amigo mais especial que tenho na blogosfera e que está na minha alma. Tem estado ausente por motivos de saúde, por isso aproveito para lhe desejar rápidas melhoras. Volta depressa, segredo... Fazes falta por aqui...

 

 

Pensando Bem

 

 

O blog do meu amigo José A, que me faz rir e sorrir e tem sempre uma palavra amiga para deixar, com muitos elogios à mistura. José, já sabes que o que te posso dizer é obrigada.

 

 

o blog da ninana

 

 

O blog da minha amiguinha ninana, pessoa em quem acredito desde que nos conhecemos e que merece toda a sorte do mundo. Ninana, és uma querida com letra grande!

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: feliz por ter amigos assim
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Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009
Pintura de Ti

 

 

 

 

Naquele fim de tarde sombrio de Janeiro, fiz o esboço do que te sinto. Desenhei-te na tela da minha alma e envolvi-te em tons rubro. Em sangue lacrimal, mergulhei na matiz que te criei.

 

No fim de pintar-te, escrevi-te um poema.

 

 

Leonor Teixeira

 

 


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Domingo, 8 de Fevereiro de 2009
'Mea culpa'

 

Os nomes mencionados nesta história são fictícios. A história é apenas baseada em alguns e pequenos factos reais. A Laura sabe que escrevi esta história para publicar aqui. O Duarte não sabe que eu tenho um blog.

 

 

 

A minha amiga Laura perdeu um amigo a semana passada. Perdeu-o porque declarou-se, através daquela palavra que nunca se deve revelar a um homem que não corresponde com o mesmo sentimento. Muito menos declarar essa palavrinha especial a um amigo. O 'Amo-te', sabem?

 

Sei que esperou quase dois anos, sempre na esperança de ouvir da parte do Duarte a dita palavra, destruidora de qualquer amizade superficial. Sim, porque lá no fundo, a Laura era mais amiga do Duarte do que o Duarte da Laura. Isto porque ela sempre lhe demonstrou a amizade que nutria por ele, ao contrário dele, que só quando lhe era 'conveniente' telefonava ou mandava mensagens sem parar. A Laura, sempre preocupada, tinha a todo e qualquer momento uma palavra de carinho ou conforto para com ele. Se bem que estavam sempre a discutir por tudo e por nada, que até enervava. Uma amizade surreal, diga-se de passagem. Ou uma adoração mútua fora do vulgar, a meu ver. Porque os verdadeiros amigos não discutem assim.

 

Sabem o que é que eu acho? Que não valeu a pena um amor tão grande, sentido por uma só parte. Um amor pela metade, eu diria. E a razão é óbvia, pelo menos para mim que sei da história. Há muito tempo que se conheciam e há dois anos reencontraram-se, por mero acaso ou por força do destino, e começaram a comunicar-se por telemóvel  todos os dias e a toda a hora. Isto durante meses e meses. Mas nunca estavam juntos. Raramente ou nunca conversavam em presença física. Quando se encontravam, era um abracinho para aqui e umas piadinhas para ali, umas com e outras sem graça nenhuma. Depois, e porque estavam sempre a discutir, as mensagens passaram a ser só de vez em quando. A seguir, raramente ou nunca. E pronto, deu nisto.

 

A Laura é uma pessoa extremamente sincera e isso custou-lhe uma amizade. Porque, no final, mandou-lhe umas mensagens via mail um tanto ou quanto precipitadas e não sei se até um pouco ridículas no ponto de vista do Duarte. Isto, na tentativa de lutar pelo amor dele. Acontece que apanhou-o numa fase problemática e ele não aceitou as ditas mensagens tendo, inclusivamente, dito umas quantas coisas à Laura que a magoaram bastante. E por isso e por outras coisas que tais, deixaram de fazer parte da vida um do outro. Definitiva e estupidamente. Por uma palavra. Aquela. O 'amo-te'.

 

A Laura perdeu um amor impossível. O Duarte perdeu uma amiga. Porque, e digo-vos muito sinceramente, aquela amizade não era real, não existia. Não no verdadeiro sentido da palavra. Talvez fosse apenas uma ligação invulgarmente estranha. Pura fantasia da Laura.

 

Lamento muito por ela, porque é uma verdadeira amiga. Apesar de eu gostar do Duarte, não lamento por ele, porque ainda ontem me cruzei com sua excelência na rua e encontrava-se feliz da vida. Não me parece que a perda da Laura o tenha abalado. Não, aparentemente.

 

Não me esqueço da expressão que ela utilizou, quando finalizou este triste episódio:

- Mea culpa. Mea maxima culpa - disse, lavada em lágrimas.

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: triste pela Laura
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Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009
Quando a música deixou de tocar

 

 

 

 

 

Enquanto te amar, ouvirei sempre a mesma música...

Quando ela deixar de tocar, esqueci-te para sempre...

 

Disse ela, tantas vezes, enquanto se olhava ao espelho antes de dormir.

 

E, naquele romper do dia, acordou de mais uma noite inquieta. Levantou-se, dirigiu-se à janela do quarto e parou. Afastou o cortinado que encobria, muito ao de leve, a luz vinda do exterior. Desviou suavemente os cabelos do rosto e olhou lá para fora. O sol parecia espreitar, meio escondido, através das nuvens. Contemplou a serra que avistava ao longe e respirou o ar da manhã. Deixou-se ficar no silêncio que lhe era permitido...  

 

E a música não tocou...

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: não sei muito bem
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Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009
Ponto e vírgula

 

Não gosto de conversas inacabadas, de dúvidas, dos quês e os porquês.

Não gosto de respostas confundidas, argumentos duvidosos e atitudes enganosas.

Não gosto de incertezas, equívocos, deturpações. Não gosto de mentiras.

 

Não gosto de assuntos encerrados com ponto e vírgula.

Gosto de ponto final, parágrafo.

 

E vire-se a página.

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: assim
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2 Prendinhas

 

O José A presenteou-me com estes dois miminhos e que eu agradeço muito. Fico feliz por considerarem que o meu blog é 'à maneira'.

E, como se não bastasse, ainda sou digna de um 'óscar' blogosférico. Eu...

Bem... com tanto mimo fico assim, meio envergonhadita, sem saber o que dizer.

 

 

 

 

Sómente obrigada, José.

 

 

E para que estas prendinhas não fiquem paradas por aqui, vou oferecê-las à ninana.

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: babada
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Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009
Ele e Ela

 

Ela recebia mensagens com regularidade. As expressões dele eram doces como os chocolatinhos da milka que ela chegava a comer de madrugada enquanto, à distância, trocavam palavras de puro afecto. A ternura que ele deixava transparecer transmitia-lhe uma espécie de serenidade absoluta.

Passou o tempo e semanas depois, numa noite fria, ele apareceu com as palavras desenhadas no olhar. Irrompeu o enlace dos sentidos num silêncio de gestos declarados. Embalaram num abraço apetecido e respiraram-se ao sabor de uma carícia. Elevaram-se na essência de uma dança suave.

 

Ele? Deixou a fragrância da sua presença.

Ela? Guardou a quimera do que juntos não puderam construir.

 

Desculpa - disse ele na sua última mensagem.

Desculpo, mas não esqueço - pensou ela.

 

 

Leonor Teixeira

 

 


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Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009
Lobo com pele de Cordeiro

 

 

 

 

Ele mostrava-se Manso.

Inofensivo. Singelo. Afável. Terno.

Aparentava não ser Astuto.

 

Mas afinal, era um Lobo...

 

 

Leonor Teixeira

 

 


arquivos de dança:


Sábado, 31 de Janeiro de 2009
Grito!

 

 

 

 

 

Este é o meu grito!

Basta!

Basta de saudosismos, nostalgias, romantismos!  Chega de tristezas, revoltas e lágrimas! Basta de negativismos, sentimentalismos, pessimismos! Chega de instantes, devaneios e ilusões! Acabem-se as insónias, os pensamentos, as utopias! Basta de ausências, de recordações, de divagações!

Basta de absurdos! Chega de lamechices!

 

Varri a poeira.

 

Gritei!

Estava a precisar, não estava?

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: aliviada
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Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009
Adormeço e sonho

 

 

 

 

 

Queria adormecer agora

e acordar com o meu nome desenhado na areia...

...apenas o meu...

...e permanecer assim...

num amanhecer cheio de mar... até o sol se pôr

e a lua ficar no seu lugar...

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: a sonhar com o mar
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Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009
Hoje e Eu

 

 

 

 

 

Isto de ser sentimentalista e pessimista tem de acabar!

Estou a começar a ficar farta de mim mesma!

Ou ando a passar uma fase menos boa? É capaz de ser isso.

Sim, porque às vezes parece que o diabo anda à solta!

Quando uma coisa corre mal há uma influência negativa sobre todas as outras que, por sua vez, acabam por correr menos bem.

Tenho que dar ouvidos à minha mãe! Negativismo puxa negativismo. Começo a acreditar, se bem que já tenho idade suficiente para ter a noção disso.

Às vezes comporto-me como uma adolescente! E inconsciente!

Até parece que ainda acredito no pai natal! Quem me dera!

Que nervos!

Apetecia-me ir para um descampado e gritar até me cansar!

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: irritada
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Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009
PLÁGIO

 

Hoje resolvi transcrever o texto que abaixo se segue e que redigi em 15 de Dezembro de 2007 no meu blog Asas Perdidas.

Estou a fazê-lo para reforçar este tema e, uma vez mais, alertar os autores originais da blogosfera que correm sérios riscos de virem a ser alvos de plágio.

A minha revolta foi tal que, em 29 de Abril de 2008, privatizei a poesia que havia escrito e publicado ao longo de nove meses tendo deixado, apenas, alguns pequenos pensamentos.

E como crimes desta natureza têm de ser banidos, sinto-me na obrigação de 'gritar' que há quem copie de forma fraudulenta os trabalhos que são nossos.

Então, afinal, nós escrevemos e os outros é que subscrevem as nossas palavras? Sabemos lá nós por onde 'andam os nossos blogs'?

Eis, então, o texto que escrevi na altura.

 

 

'É lamentável e revoltante criar um espaço próprio e existirem pessoas capazes de copiar o que não lhes pertence, não dando crédito ao verdadeiro autor e, para além disso, alterar os textos originais.  Escrevo poesia branca e prosa poética desde miúda e resolvi  criar um blog, com a finalidade de poder partilhar os meus sentimentos com quem dá valor às palavras... Agradeço, do fundo do coração, a todos os que gostam do que escrevo e principalmente a quem é genuíno...
Tive o cuidado de colocar no cabeçalho dos posts que as imagens foram retiradas da internet mas sem identificação de quem as criou. Porque foram, efectivamente, retiradas de páginas específicas de imagens para blogs e afins e não têm o nome do criador das mesmas.  O que, também, assim não deveria poder ser. Mas continuando...
Com o entusiasmo de escrever e poder transmitir os meus sentimentos a quem passa por esta página, que é um dos meus dois espaços, nunca tinha pensado em plágio. Mas, infelizmente, descobri  - através do COPYSCAPE, um serviço que protege e defende os nossos direitos online e capaz de encontrar quem copia sem a permissão do autor - que copiaram um poema meu, alteraram o título do mesmo e o seu final, tendo sido colocado nas entradas de diário de uma página do hi5 em 13 de Novembro de 2007. Eu publiquei-o em 23 de Outubro de 2007. Só descobri este plágio em 12 de Dezembro de 2007. Mas descobri. E senti imediatamente uma tristeza profunda, porque para além de não ter sido colocado o meu nome como autora, o meu poema foi alterado. Eu, na minha integridade, mandei uma mensagem à dita pessoa e que passo a citar:
'Boa noite. Apesar de, com certeza, ter gostado do poema que é de minha autoria e que se intitula 'Contigo' (e que desde já agradeço), fiquei bastante triste por ter copiado o mesmo sem ter dado crédito ao autor original que, neste caso, sou eu. Agradecia que colocasse o nome da minha pessoa, Leonor Teixeira, ou o retirasse das suas entradas de diário. Como deve compreender e agradeço que isso aconteça, quando se copia um texto que não escrito por nós, deve-se especificar o nome do autor. E no meu blog está especificado que sou autora dos textos publicados naquela página. Constatei que, para além de ter dado outro título ao poema, transformou o final do mesmo que acaba em 'voar contigo...'. Agradeço, por favor, que corrija. Aguardo uma resposta. Obrigada pela atenção. Leonor Teixeira'.
Aguardei até ao dia seguinte por uma resposta e, qual não foi o meu espanto que, quando ia para entrar na página do hi5 da pessoa em questão, o acesso ao seu perfil encontrava-se restrito a visitantes que não os seus amigos. Senti uma revolta indescritível. Ou seja, eu deixei de poder entrar no seu perfil o que significa que, para além da pessoa não ter gostado da mensagem que lhe enviei com toda a educação, eu já não poderei confirmar que essa entrada do seu diário se mantém inalterável. A dita pessoa não teve sequer a dignidade de dar uma resposta ao meu apelo. Uma total falta de respeito para comigo, neste caso, e para com o que escrevo. Como é possível tanta falta de integridade? Tanta falta de honestidade?
A todas as pessoas vítimas de plágio, eu também faço parte dessa injustiça! Ou pior, crime! Os plagiadores têm de ser denunciados! E fiquem os mesmos a saber que, mais cedo ou mais tarde, são descobertos e os seus nomes podem vir a ser divulgados. E mais acções poderão ser postas em prática! Respeito às obras e aos seus autores! Há que lutar contra este crime!'

 

 

Há que tomar medidas, certo?

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: REVOLTADA
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Domingo, 25 de Janeiro de 2009
Fui premiada???

 

 

 

 

Nem acredito!

O meu amigo José A atribuiu-me este prémio e eu senti-me tão babada, que fiquei sem palavras...

Sabes, José, adoro o teu cantinho...

Obrigada por me deixares sempre uma palavra...

Agradeço, do fundo de mim, o teu gesto tão carinhoso...

 

Aproveito para premiar o meu muito querido amigo sonoesonho, que me lê desde o início deste blog e que está sempre presente, sempre aqui. Os blogs dele? Amo. Segredo, tu mereces este prémio...

 

Beijinho grande para ti, José.. Para ti, Segredo, um beijinho especial...

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: mimada
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7 Pecados Mortais

 

O meu amigo José A e a minha querida Ónix lançaram-me este desafio, que consiste em revelar a nossa relação com os 7 pecados mortais.

Ui! E agora?

Bem... é mesmo isto...

 

 

Gula - Baba de camelo. Não resisto.

 

Avareza - Não temos nada em comum. Mas uma casinha na praia vinha a calhar.

 

Inveja - Impensável. De quem? Do quê? Para quê?

 

Ira - Pela minha ex-chefe. A maldade pura vestida de chefe mas pouco.

 

Soberba - Nao sou quando devo ser e quando não devo ser sou.

 

Luxúria - Quem não cometeu este pecado uma vez na vida? Os santos não existem.

 

Preguiça - Levantar-me do sofá quando estou deitada  nele.

 

 

 

E porque não tenho oito amigos a quem passar este desafio, passo 'a pasta' ao meu amigo sonoesonho.

 

Beijinhos!

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: a adorar este desafio
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Sábado, 24 de Janeiro de 2009
The Notebook

 

'The Notebook'.

Filme baseado no best-seller 'O Diário da Nossa Paixão' de Nicholas Sparks.

Não li o livro. Mas uma noite destas o filme passou na televisão. Também não tinha visto.

Fiquei colada ao sofá. Do princípio ao fim.

Para qualquer eterno romântico incurável, tipo eu, estão a ver...

Como é possível alguém sentir um amor assim tão arrebatador?

O amor dele por ela... o verdadeiro...

Um rapaz do campo e uma menina da cidade. O homem pobre que consegue enriquecer. Por amor.

Existirá alguém que nutra tamanho amor por outro alguém?

Qual mulher não daria tudo para ter um Noah na sua vida..? Quem não gostaria de ser uma Allie...?

 

Vejam a beleza deste amor...

 

 

(clique, por favor, na pausa da música de fundo do blog)

 

 

Comovente...

Mágico... este amor... presente até sempre...

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: emocionada
a música que estou a dançar: a do vídeo
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Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009
Dança de Amor...?

 

Dançaram por instantes...

 

O olhar, o abraço, o beijo... pele sobre pele...

O murmúrio, as palavras brandas, a suavidade do toque...

A descoberta... a entrega... o sussurro do nome... o suspiro...

A pureza do estar junto... o silêncio...

E parou o tempo...

Emergiu a serenidade depois da despedida...

Até quando o adeus?

 

O adormecer a sorrir...

O despertar com a incerteza do hoje...

A espera pelo recomeço do momento... daquele que foi um momento único...

 

Ficou a dança inacabada das almas que se distanciaram...

 

E o sorriso converteu-se numa lágrima...

 

 

Leonor Teixeira

 

 


a música que estou a dançar: You're gone de Fingertips


Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009
Ametista - mudei o nome a mim mesma

 

Ametista...

Deixo de assinar aquisoufeliz a partir deste momento. E fico ametista.

 

Porquê Ametista?

 

Não tem a ver com o mineral em si nem com a sua estrutura. Não tem, também, qualquer tipo de relacionamento com a sua origem nem com o facto de ter sido usada como pedra preciosa pelos antigos egípcios. Também não é pelo significado que lhe foi atribuído na astrologia ou pela mitologia grega a ela associada.

 

Um dia, ofereci uma Ametista a alguém muito especial... pelo simples valor simbólico que ela pudesse vir a significar. Como talismã, talvez. Não por superstição.

 

Por acaso, foi uma Ametista. Poderia ter sido uma outra pedra semi-preciosa. Uma Água-marinha, uma Turmalina ou até uma Esmeralda Bruta. Mas foi uma Ametista.

 

E foi aquela. A primeira que vi, a primeira que toquei. Porque olhei para aquela, entre tantas outras, e senti uma beleza diferente. Não sei se pela sua cor púrpura, se pelo seu brilho. Apenas senti que era aquela.

 

Sabem? Talvez tenha sido pela sua cor...

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: a pensar na ametista
a música que estou a dançar: Who wants to live forever de Queen
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Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009
Sentidos

 

Os nossos sentidos fazem com que não nos esqueçamos de quem foi para nós deveras importante. Independentemente se foi só por um momento.

As sensações da alma deixam um significado de tal forma intenso, que nos permite recordar com carinho quem nos fez sorrir...

Há pessoas que não se esquecem, mesmo que tenha sido por instantes.

Mesmo que os momentos não se repitam, fica a lembrança da beleza que vivemos...

 

Dançarias comigo só por mais um instante?

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: com saudade
a música que estou a dançar: Per te de Josh Groban
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Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009
Xutos & Pontapés

 

Hoje é o dia dos Xutos. 30 anos de uma carreira brilhante. Merecem uma homenagem em grande!

Magníficas actuações, fabulosos trabalhos ao longo de três décadas. Letras que expressam a realidade das nossas vidas, cada uma diferente da outra... os sentimentos... aqueles... os que existem na sua verdadeira essência...

Sempre genuínos os Xutos...

 

Eis o testemunho daquela que é, para mim, a melhor banda portuguesa de todos os tempos...

 

 

(clique, por favor, na pausa da música de fundo do blog)

 

 

Fantástica... esta e todas...

 

Parabéns aos Xutos!

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: feliz pelos Xutos
a música que estou a dançar: Teimosia de Xutos & Pontapés
arquivos de dança:


Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009
Melhor Jogador do Mundo

 

 

 

 

As felicitações de hoje vão para Cristiano Ronaldo que foi, sem dúvida, merecedor do prémio de melhor futebolista de 2008. Conquistou o que ambicionou, com todo o mérito.

Apesar de jogador do Manchester United, afirmou na Gala da FIFA que 'é um prémio para todos os portugueses'.

Esteve bem.

Só lamento que seja um jogador português internacional.

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: a imaginar o Cristiano vaidoso
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Domingo, 11 de Janeiro de 2009
Figuras Públicas

 

Mais um desafio, desta vez lançado por José A e que consiste em divulgar as 4 personalidades ou figuras públicas portuguesas que mais admiramos e as 4 que mais detestamos.

 

E aqui vai.

 

 

Admiro:

 

Francisco Moita Flores

Marco d'Almeida

Pedro Ribeiro

Rodrigo Guedes de Carvalho

 

 

Não suporto:

 

Ana Jorge

Herman José

José Sócrates

Júlia Pinheiro

 

 

 

Desafio agora o meu amigo sonoesonho e todos os que passarem por aqui a participar desta 'divulgação pessoal'.

 

Acho que vou ser 'excomungada' por não gostar do Herman. Azar!

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: na descontra
arquivos de dança:


Quinta-feira, 8 de Janeiro de 2009
A Beleza das Coisas

 

A beleza das coisas está no momento em que acontecem pela primeira vez...

Porque o primeiro instante nunca se repete... um olhar, um beijo, um gesto... um momento vivido inesperadamente e que faz o coração bater... uma admiração por algo nunca antes visto ou sentido... algo que emociona ou faz derramar uma lágrima de tão puro que é... de tão sublime...

 

A beleza das coisas está no momento em que ficam para sempre...

Um encontro, as mãos que se dão, o verdadeiro abraço... ouvir aquela música e recordar o que significou... ou simplesmente escutá-la porque faz sonhar... dançar com aquele alguém especial... e voar... muito para além da imaginação...

 

A beleza das coisas está na magia do momento em que acontecem...

Porque esse instante eleva-nos ao mais grandioso dos lugares... a nossa praia... aquela que queremos para nós...

 

 

- O mundo está a perder a beleza por puro egoísmo e ganância do Homem -

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: com vontade de mudar o mundo
a música que estou a dançar: For the Love of God de Steve Vai
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Quarta-feira, 7 de Janeiro de 2009
7 Coisas que Não têm Preço

 

Ora aqui está mais um desafio, desta vez lançado pela minha muito querida amiga Ónix e que consiste em revelar as 7 coisas que para mim não têm preço.

 

 

Não vou referir saúde, porque todos sabemos que é a coisa mais importante e que nos permite viver...

 

 

Amizade... a genuína

Sonho... ao sonhar, sinto-me livre

Sorriso... de mim para quem goste... para mim de quem amo

Criança... ser... até sempre

Mar... ao cheirá-lo, respiro... ao olhá-lo, sinto paz

Liberdade... para o que me vai na alma

Dança... porque existe em mim e faz-me voar

 

 

Existe uma outra que já não pode fazer parte das 7 coisas que para mim não têm preço, mas que é o meu momento.

 

Tu... fazes-me bem...

- e isso não tem preço -

 

 

Passo este desafio a 5 amigos:

 

sonoesonho

immca

TM

Sem Tristezas

palavrasimples

 

 

Adoro desafios!

 

Beijinhos a todos

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: gostava que estivesses aqui
a música que estou a dançar: Banda Sonora do filme Pearl Harbor
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Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009
Ano Novo

 

E mais um ano passou.

Deixemos, então, para trás o que de mau ficou de 2008 e guardemos os momentos melhores que conseguimos viver.

Será que o ano de 2009 poderá vir a ser um pouco melhor? Sim, porque pior que o de 2008 é quase impossível.

Bem, o importante é que tenhamos saúde para mais um ano das nossas vidas. Porque o resto vem sempre por acréscimo.

Vivamos, então, um dia de cada vez. Agarremos o que de melhor a vida tem para nos oferecer.

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: descontraida
a música que estou a dançar: Beautiful de Marillion
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Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008
É Natal

 

Ainda não falei sobre o Natal este ano. Afinal, já estamos nesta época festiva e a noite da  verdadeira união familiar está quase a chegar.

Sinceramente, o Natal não me diz grande coisa a não ser que gosto do cheiro da época, aquele que se sente no ar nas vésperas do 25 de Dezembro. E as famílias unem-se. Ou fazem para que isso aconteça.

Não nos esqueçamos, no entanto, de todos aqueles que nada têm. Dos que não têm família, dos que não têm um amigo que seja, dos que não têm ninguém.

Quando vejo a agitação das pessoas nas ruas iluminadas de efeitos natalícios, a olharem para as montras cheias de coisas boas para comprar, imagino  quem não pode fazê-lo. As lojas atulhadas de gente que se atropela, para conseguir isto ou aquilo antes que esgote, transmite-me um certo sentimento de revolta.

Isto faz-me lembrar cada criança que, ao passar na rua, pára em frente a uma vitrina com brinquedos ou a uma pastelaria cheia de doces e ali fica, a olhar para o que não pode ter. E permanece parada, porque não pode entrar.

É por isto que o Natal não tem muito significado para mim. Por outro lado, há a partilha da família. O estar perto de quem se ama verdadeiramente.

 

O ano passado fiz um poemazinho que está no meu blog Asas Perdidas e dediquei-o a todos os meus visitantes. Este ano, para além de ser dirigido aos que me lêem, é dedicado a todos os que não podem ter um Natal melhor.

 

 

Que os vossos desejos

venham embrulhados de saúde

e envoltos em laços de carinho...

Que vos seja permitido acreditar

na realização dos vossos sonhos...

...dia após dia...

 

 

Feliz Natal para todos!

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: queria ser o pai natal
arquivos de dança:


Sábado, 13 de Dezembro de 2008
Mudei o título ao Blog

 

Apesar de andar meio adoentada desde terça feira e ter ficado estes dias em casa, ganho sempre umas forçazitas para vir até aqui. Que ricas férias! Sim, porque eu estou de férias e estão quase a acabar. E boas que foram! Com febre, uma tosse daquelas, falta de ar e já chega. Mas hoje estou melhorzinha, obrigada.

 

Bem, isto para dizer que devem pensar que eu passo a vida nas mudanças aqui no meu recanto. E, efectivamente, é o que tem acontecido.

Porque pensei e voltei a pensar e cheguei à conclusão de que Danças em Silêncio era uma descrição que não tinha, de todo, a ver com o género de blog que havia criado. Enfim, de tanto pensar, comecei a deitar fumo e explodi com estes título e subtítulo que, penso, são para ficar.

Também tenho verificado que, últimamente, as minhas inspirações andam sem jeiteira nenhuma, o que me anda a irritar solenemente.

Mas porque não criar posts diferentes, para além do que dizer o que me apetece no momento? Bem, porque realmente escrevo o que me apetece. Ando numa fase de escrever  algumas cenas à toa e deixar algum tipo de lamechices a um canto. Se bem que no meio das tais cenas à toa, as ditas lamechas vão permanecendo.

 

Afinal, eu acho que o meu problema de momento é estar a precisar de descansar já que a noite anterior foi mal dormida, não sei se pelo cair da chuva se pela grande ventania que por aqui passou. Se pensar um bocadinho, com certeza que chego à brilhante conclusão de que deve ter sido dos restos da gripalhada que me atacou! Daah!

 

Resumindo e concluindo, aqui sou feliz porque quando escrevo, danço e quando danço sou feliz.

Mai nada! E agora vou dançar para o vale dos lençóis.

Que sábado à noite!

 

Beijinhos a todos e até amanhã

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: com sono
a música que estou a dançar: a do blog
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Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008
A Música da Minha Vida

 

Esta é, foi e será até sempre a música da minha vida...

A melhor canção de amor?

A minha canção de amor?

Não.

Não acho que seja a melhor canção de amor.

Também não é a minha canção de amor.

É, sim, a música da minha vida...

Não que me faça lembrar alguém.

Porque não a ouvi com ninguém.

Porque não a dancei com ninguém.

Mas porque me faz recordar tudo o que vivi.

E porque me traz à memória o que me deixou saudade.

Para mim, é a melhor música de todos os tempos...

Desde o início até ao fim.

 

A voz. Admirável.

A melodia. Comovente.

A presença. Ondulante.

O solo de guitarra. Vibrante.

 

Façam silêncio e escutem. Apreciem...

Sintam e dancem. Emocionem-se...

Sonhem e voem...

 

 

Leonor Teixeira

 

 

(clique, por favor, na pausa da música de fundo do blog)

 

 

I never meant to cause you any sorrow

I never meant to cause you any pain

I only wanted one time to see you laughing

I only want to see you laughing in the purple rain

 

purple rain

 

I only want to see you bathing

in the purple rain

 

I never wanted to be your weekend lover

I only wanted to be some kind of friend

baby I could never steal you from another

it's such a shame our friendship had to end

 

purple rain

 

I only want to see you underneath

the purple rain

 

honey, I know times are changing

it's time we all reach out for something new,

that means you too

you say you want a leader,

but you can't seem to make up your mind

I think you better close it

and let me guide you into the purple rain

 

purple rain

 

If you know what I'm singing about up here
Come on raise your hand

 

purple rain

 

I only want to see you

in the purple rain

 

 

Prince

 

 


sinto-me:
a música que estou a dançar: Purple Rain de Prince
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Terça-feira, 9 de Dezembro de 2008
Melhor Canção de Amor

 

A Equipa do Blogs do Sapo lançou um desafio que, por sinal, achei  altamente divertido.

 

Como cita a Equipa, eis as regras deste desafio: 'Elejam a vossa melhor canção de amor num post e atribuam-lhe depois a tag de 'melhor canção de amor'.

 

Mas acreditem que não foi fácil esta escolha porque, na minha opinião, há um leque de músicas que poderiam incluir-se nas melhores de sempre.

 

'She' não é a minha canção de amor, mas a que considero ser uma das melhores. 

 

Apesar de o original ser de Charles Aznavour, confesso que o Elvis Costello deixa qualquer eterno romântico incurável em silêncio.

 

 

(clique, por favor, na pausa da música de fundo do blog)

 

 

Beijinhos à Equipa do Blogs do Sapo. É sempre muito bom participar neste tipo de desafios.

 

 

Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: entusiasmada
a música que estou a dançar: She de Elvis Costello


Terça-feira, 2 de Dezembro de 2008
Mana, criei um Blog!

 

Hoje é um daqueles dias de loucura total!

Loucura no sentido de querer ter tempo para tudo e não ter tempo para nada.

Afinal, depois de dois turnos no espaço de vinte e quatro horas é obra, principalmente quando um deles foi deveras desgastante. Depois do desgaste total, ficar a trabalhar até de manhã deixa qualquer um de rastos.

Isto para dizer que voltei a fazer alterações no meu blog e que cada vez me sinto menos satisfeita com o resultado das mesmas. Não tarda, torno a mudar o template e volta tudo ao início. Ou reinício?

 

O que eu queria dizer realmente não era nada disto mas sim que, nos últimos tempos, tenho tentado convencer a minha irmã Guida a criar um blog porque acho que a 'gaja' tem jeito para escrever. Muito jeito mesmo. Atenção! Não é por ser minha irmã.

E não é que ela me ligou há umas horitas a dizer que já tinha criado o dito blog mas que não percebia nada disto?! Calculei logo a cena, porque isto das configurações tem muito que se lhe diga.

Mas já fez um post que, por sinal, adorei. A minha maninha tem mesmo veia poética! Ora aqui está o endereço:

 

margaridaduarte.blogs.sapo.pt/

 

Para além disto, o meu amigo segredobemguardado regressou em grande à blogosfera, portanto já posso divulgar o seu novo espaço! Aqui está ele:

 

sonoesonho.blogs.sapo.pt/

 

E eu bem queria ter comentado os seus dois últimos posts mas, sinceramente, não tive ainda tempo para fazê-lo. Mas aproveito para agradecer-lhe o facto de me ter adicionado mal colocou o seu blog a público. Sinto-me mimada!

 

Enfim! Estou francamente feliz pela minha maninha linda. E também pelo meu amiguinho segredo.

 

Felicidades para ambos!

 

 

 Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: colorida
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Domingo, 30 de Novembro de 2008
Alteração do Blog

 

Resolvi mudar o rosto ao meu blog.

Isto porque depois do que escrevi no meu post anterior, deu-me uma pancada daquelas e alterei o template e a imagem de fundo e outras coisitas que, muito sinceramente, me deram uma trabalheira e tanto. Foi mudar a cor de fundo, a cor da descrição, o tipo de letra, colocar um componente aqui, outro ali e mais não sei o quê. Ou seja, quase tudo. Enfim, estou aqui há pelo menos duas horas e, mesmo assim, ainda não estou satisfeita.

Espero que os meus visitantes assíduos e que me são muito queridos gostem da 'minha carinha' nova. Eu e a cor preta. Adoro preto, sabem? Preto no vestir, preto no decorar... Mas vou tentar contrastar a cor da área dos posts com a cor de fundo, para não ficar tudo tão negro.

Bem, com isto tudo, esqueci-me que amanhã tenho de me levantar bem cedinho para ir trabalhar e ainda nem jantei. Vejam só! Trabalhar a um feriado. Mas tem de ser e assim será.

 

Resto de bom fim de semana para quem me lê...

 

 

 Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: indecisa
arquivos de dança:


Imagem de fundo do Blog

 

Hoje, quando resolvi entrar no meu blog como faço todos os dias, qual não é o meu espanto, deparo-me com umas letras gigantes e bem gordas do site hotnsexxy.com no cabeçalho e no rodapé da página.

Não, meu caros visitantes, não é nada disso que possam estar a pensar.

Quando criei este blog, andei a pesquisar imagens para decorar esta página de forma a personalizá-la e encontrei esta, pela qual me apaixonei, e cujo endereço é o acima referido.

Imaginem que não abria o meu espaço hoje...!!! Por acaso até estou de folga. Mas quem já me visitou hoje deve ter pensado que eu tenho algum tipo de 'desvio'.

O problema deve ter sido da configuração das fontes das imagens ou até mesmo da sapo (ups! será?).

Mas é aborrecido, não? Afinal, aprimoramos o nosso blog e depois acontecem coisas destas. Já não sei se mantenha esta imagem de fundo, se a altere. Afinal, não sei se não voltará a acontecer. E agora pergunto-me. Será que já aconteceu e eu não vi?

Bem, mais vale esquecer isso. Afinal de contas, é só uma imagem que faz parte de um site com um nome menos próprio.

Azar!

 

 

 Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: a perguntar-me porquê
arquivos de dança:

dançado por Ametista às 14:38
| dança comigo em palavras |

Sem inspiração

 

O frio ficou lá fora.

Sento-me no sofá frente à televisão. Aqui não está frio.

Quero escrever e as palavras não saem.

Ficaram presas em algum lugar. Não sei onde.

Uma tela meio pintada no cavalete ao canto da sala espera as minhas pinceladas. Mas a mistura de cores não sai como eu queria.

E não pinto.

E nada escrevo. Pelo menos de interessante quanto baste.

E assim fico.

Desprovida de inspiração.

Vazia?

Um pouco.

 

 

 Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: com falta de inspiração
a música que estou a dançar: o som da televisão
arquivos de dança: ,


Segunda-feira, 24 de Novembro de 2008
Tempo

 

Já não há tempo para jantares entre amigos e conversas de café em noites frias. Já não há tempo para risos ao redor de uma mesa de amizade e danças ritmadas em noites quentes. Já não há tempo para abraços de família e recordações de outrora junto à lareira. Já não há tempo para memórias...

Já não há tempo para nada, a não ser para trabalhar e pouco mais.

Tempo para o bem estar pessoal é pouco, muito pouco. Tempo para a felicidade, quase nenhum. E todos os dias, o espelho vai dizendo que o tempo escasseia...

E assim se vão perdendo os sonhos. Resta a imaginação guardada num cantinho do coração...

 

 

 Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: nostálgica
a música que estou a dançar: One last breath de Creed
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Quarta-feira, 12 de Novembro de 2008
Ignorância ou ingenuidade?

 

Depois de um dia de trabalho (que até foi menos mau!) e ouvir alguns factos, não sei se é preferível saber dos mesmos... se viver na ignorância!

É triste alguém manifestar (ou será dar a entender?) certos e determinados sentimentos quando, efectivamente, não os tem.

Revoltante, não?

 

 

 Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: chateada comigo mesma
arquivos de dança:


Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008
Legends of the fall

 

Fiquei com vontade de dar-vos a conhecer um filme que amei.

 

 

(clique, por favor, na pausa da música de fundo do blog)

 

 

Vai ficar para sempre.

 

 

 Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: com vontade de rever o filme
a música que estou a dançar: a banda sonora de Legends of the Fall
arquivos de dança:


Sábado, 1 de Novembro de 2008
Inverno

 

Odeio o inverno, se é que posso dizer odeio.

Ok. Eu não odeio nada. Portanto, eu não suporto o inverno.

Implica com o meu estado de espírito, se bem que ficar em casa à noite a ouvir chover é bastante reconfortante. Que grande contradição! Compreensível, claro.

O pior é quando tenho mesmo de sair de casa. É um autêntico desastre. Então se estiver vento, pior um pouco. O entrar para o carro a chover e molhar-me toda, o ir às compras com grande ventania e acartar com os sacos... enfim, não sei se abro o guarda chuva, se o fecho,  se ele se vai virar a qualquer momento ou mesmo partir-se, em que dedos das mãos seguro a sacaria toda... Grande desgraça!

Para não falar do frio... das camisolas de gola alta, do cachecol e das luvas. E do cieiro nos lábios e das frieiras nas mãos. Ah! Para não esquecer a ponta do nariz gelada e vermelha como a dos palhacinhos!

E mais! Às cinco horas da tarde já é de noite! Horror dos horrores! Não sei como é que há pessoas que gostam desta estação deprimente. Mas como tem de haver gostos para tudo, há que respeitar.

Bem, resumindo... nada como uns trinta graus e um sol a brilhar. Dias longos e noites quentes!

 

E hoje é noite de halloween! Vivam as bruxinhas, porque elas existem! Eu acredito!

 

 

 Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: um fantasminha
a música que estou a dançar: Like a stone de Audioslave
arquivos de dança:


Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008
Bem estar

 

Isto de trabalhar por turnos tem muito que se lhe diga. Temos tempo para muita coisa durante a semana, mas não sei se não será pura treta. Afinal de contas, a maior parte das manhãs são para dormir, já que odeio acordar cedo. Assim, aproveito para descansar do turno da tarde anterior ou da noite em claro por motivos profissionais.

Mas digo-vos, muito sinceramente, que adoro estes horários incertos se bem que o meu metabolismo fica virado do avesso. No entanto, há que tirar proveito desta alteração orgânica meio marada. Como raramente ou nunca me levanto cedo para fazer manhã, aproveito para ver um filmezinho à noite e rascunhar umas cenas lamechas ou então vou pintando uma ou outra tela para a descontracção da psique.

Tudo tem o seu lado positivo, por isso há que pensar que mesmo que não possa sair um ou outro sábado à noite com os amigos, poupo na ressaca que iria ter no dia seguinte. E estar em casa bem confortável é tão bom!

Nada como nos sentirmos bem connosco e com os que nos rodeiam no nosso dia a dia. Isso é que é o essencial da vida. O nosso bem estar pessoal e profissional.

 

 

 Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: Tá-se bem
a música que estou a dançar: Courage de Manowar
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Quarta-feira, 10 de Setembro de 2008
Hoje, aqui e agora

 

Às vezes é preciso vivermos determinada situação para termos a certeza de que a mesma não fazia parte das nossas escolhas.

Nessa altura, ficamos a saber que o sonho era maior e a realidade não se assemelha a nada...

 

 

 Leonor Teixeira

 

 


sinto-me:
arquivos de dança:

dançado por Ametista às 18:53
| dança comigo em palavras |

Sábado, 23 de Agosto de 2008
Ausente

 

Bem... que saudades... Tenho estado ausente em palavras, mas a minha alma tem estado sempre presente...

Hoje é daqueles dias em que me sinto nostálgica, saudosista... Sem vontade de ver quem quer que seja... ficar sózinha para sempre...

 

 

Voar e não regressar...

 

 

Encontrar serenidade através das asas de qual gaivota que sobrevoa a beira mar, elevando-me em seus cânticos ondulantes...

 

 

Ir e não voltar...

 

 

Ficar em silêncio...

 

 

 Leonor Teixeira

 

 


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Quinta-feira, 24 de Abril de 2008
A minha família que Amo mais que tudo
 
Não consigo dormir... os meus pensamentos são um turbilhão de emoções...
Penso e volto a pensar... e não sei o dia de amanhã. O mais importante é a minha família e é ela que me preocupa a cada momento que passa. A minha avó está doente.
A minha mãe é uma mulher de aço.... grande mulher... inquebrável ao longo de toda a sua vida. Caracterizo-a de mulher forte, sempre firme, com carácter e cheia de coragem.
As minhas irmãs são diferentes. A minha irmã do meio, de personalidade vincada, mas pessimista perante a vida. A minha irmã mais velha, sensível e revoltada com o destino. Já eu, a mais nova, sentimentalista e rebelde. Mas todas com carácter, modéstia à parte. E a nossa postura mantém-se dia para dia, apesar da nossa vontade de quebrá-la tantas vezes.
O nosso sofrimento presente está centralizado na minha avózinha, mas a minha maninha mais velha preocupa-me mais do que nunca. Mas eu acredito que o destino não a vai atraiçoar e o resultado do exame que fez ontem vai fazer com que volte a sorrir. Acredito plenamente que vai voltar a ver os espectáculos de música em lisboa, que tanto adora, e ver os jogos do benfica sempre cheia de entusiasmo. Deixá-la gritar com os golos do seu clube! No fundo, todas somos do benfica. Já vem dos tempos do meu avôzinho, que já não está entre nós.
Desabafei, pronto! Estava a precisar.
Amanhã é um novo dia.
Mas não será somente mais um dia? Quem dera que fosse bem diferente. Com notícias cheias de esperança e que pudessem alegrar os nossos corações angustiados. Os corações das mulheres da minha família...
O meu amor por todas vós é infindável...
 

 

Leonor Teixeira

 

 


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Quarta-feira, 16 de Abril de 2008
Infância, que Saudades!

 

São tantas as saudades da minha infância...

 

Quando brincava com as minhas irmãs no quintal da minha mãe...

Até de ver as lagartixas passarem rente aos canteiros eu sinto saudades.

De me pendurar na nespereira (que já não existe) do quintal de cima e comer as laranjas e as tangerinas saborosas das árvores que ainda hoje estão lá.

 

Que saudades de me escapar para o olival acima do nosso quintal!

Trepar pela figueira que dava acesso à 'nossa pequena floresta' e esconder-me entre as árvores quando a minha mãe e a minha avó chamavam por mim.

Que saudades do 'meu bosque'...

 

Saudades de saltar ao muro de acesso à casa do meu vizinho para jogarmos à apanhada.

De tantas vezes saltar, cheguei a partir a cabeça.

 

Saudades das peças de teatro que eu e as minhas manas inventávamos com as nossas vizinhas. A representação era no quintal e eu era sempre o gato, claro.

É o que faz ser a irmã mais nova.  

Brincámos tanto no sótão das vizinhas às escondidas.

 

Saudades de saltar à corda e jogar ao elástico e à tardinha jogar ao monopólio e ao jogo das palavras (quando já éramos mais crescidinhas).

 

Saudades dos gatinhos que tivemos.

O quanto chorámos quando partiram...

 

Saudades das portas de casa abertas e de ir a pé para a escola sem medo.

 

Saudades do cheirinho da flor de laranjeira na Primavera...

 

Que saudades da inocência...

 

Que saudades de brincar...

 

 

 Leonor Teixeira

 

 


sinto-me: Saudosista
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